Williams 385: acabamento primoroso, mas preço de uma 26 pés

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O Williams Turbojet 385 Standard é uma interessante mistura de bote inflável com jet. De um, tem o casco de fibra no fundo com tecido emborrachado nas laterais, a base de hypalon. Do outro, a agilidade e o tipo de propulsão, um motor alemão quatro tempos da Weber, de 100 hp, a gasolina, com impulsão por jato de água no lugar dos tradicionais hélices. Trata-se de uma embarcação híbrida, com o melhor dos dois mundos, para quem quer um barquinho com muito estilo e vocação esportiva.

Com lugar para até cinco pessoas, este jetboat inglês, de 386 kg e 3,82 metros de comprimento (há outros três versões, de 2,85 a 4,45 m, com opção de motor a diesel, em modelos maiores ), é o sonho de consumo para equipar a plataforma de popa lanchas e veleiros a partir dos 50 pés — patamar de embarcação cujo proprietário provavelmente não irá reclamar tanto assim do preço salgado deste pequeno barco: a partir de 44 mil libras (ou cerca de R$ 220 mil, já motorizado). Se o seu desejo é ter um ótimo bote de apoio inflável e, ao mesmo tempo, uma quase lanchinha esportiva para brincar de pilotar, verá que vale o investimento.

O banco de pilotagem fica na popa, mas a arrancada é rápida, com um ligeiro levantamento da proa, que logo abaixa, proporcionando visibilidade total à frente. Nem mesmo os infláveis tradicionais, equipados com hidrofólio na placa antiventilação do motor de popa, têm a mesma navegação equilibrada deste Williams, que se beneficia de um projeto correto na distribuição do peso. O casco deste inflável, por exemplo, vem com duas aletas no fundo, na parte da popa, o que proporciona uma navegação livre de zigue-zagues e maior agilidade nas curvas.

A velocidade também é empolgante. Com duas pessoas a bordo, em águas ligeiramente agitadas, o Williams chegou aos 40,1 nós, a 7 100 rpm. Não fosse o mar picado, o número seria maior. Mas, cá entre nós, nem precisa. Navegando suave a 4 100 rpm, a 16 nós, ou a 23 nós, com o motor a 4 500 rpm, o raio de giro é curto — o que é bom, pois proporciona uma pilotagem esportiva. Neste regime, entre 4 100 e 4 500 rpm, daria para navegar cerca de 50 milhas. O acabamento é digno de um barco importado.

Há lugar para entrada de água para lavagem do motor fora d’água, válvula para fechamento da entrada de água para o motor (importante para que não entre água nos cilindros do motor, durante um reboque), limitador da potência, olhal para reboque de esquiador, escada de popa e cunho retráteis, som, vhf, alças para içamento, mastro com luzes removíveis e madeira teca no convés. A assistência no Brasil é feita em Angra, na Marina Verolme, pelo mesmo representante das lanchas Princess. Para saber mais, geral@williamsbrasil.com.br.

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Engenheiro naval, diretor técnico da Revista Náutica há mais de 20 anos e o mais respeitado especialista em barcos do Brasil. Também é membro do Fórum Náutico Paulista, editor do Guia de Barcos e, no passado, tornou-se o primeiro brasileiro a cruzar, de veleiro, o Atlântico.