Potência Máxima

Por: Redação -
09/10/2014

Ter um jet de competição requer muito mais que breves conhecimentos sobre o equipamento, hoje é um grande negócio que reúne grandes profissionais da área. Num mercado competitivo e onde a busca de ganho das MPH é constante, cada centímetro conquistado é sinal de competência atingida. Os preparadores de jet buscam um constante aperfeiçoamento, querendo tirar o máximo de suas máquinas.

Para falar sobre o assunto fui consultar a referência na preparação de motores no Brasil, Fábio Zampolli.

Conhecido como Fabinho da Fracing, é o nome mais cobiçado quando o assunto é preparação de jets no Brasil. Com uma experiência que transcende o Atlântico, esse paulista, de quase 48 anos, começou sua história no jet em 1989, quando um amigo comprou um e acabou alucinado pela máquina.

No Brasil, a Fracing é sinônimo de vitórias, com conquistas no campeonato Brasileiro e paulista de Jet, Zampolli coleciona uma 3ª e 8ª colocação e décimos lugares no mundial de Lake Havasu.

Preparar jet hoje em dia é caro? Não, na verdade, é muito caro. Não basta apenas trocar 2 ou 3 peças, mexer no módulo e PRONTO. Os chamados motores “mexidos” e preparados quebram muito, isso é fato, e basta ir numa competição para ver as quebras. Mas há uma receita para evitar isso e porque quebram tanto?

Fabinho explica que todo motor preparado sai fora de padrões originais e isso ocasiona quebras, pois as modificações buscam atingir o limite do motor. Evitar as quebras é um outro desafio, mas um item importante da receita é a famosa manutenção. É preciso desmontar tudo depois da corrida e trocar peças que sofrem desgaste.

A qualificação para mexer nessas máquinas foi um aprendizado precoce para o profissional, um conhecimento que recebeu do pai, o “Zezo” como é conhecido. Depois Fabinho aperfeiçoou a técnica com Sr. Franco Dettoti, Fhil Cohen e Pit da Motec. Hoje, tem no currículo trabalhos realizados no Peru, Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia e Estados Unidos.

E, em se tratando de velocidade máxima e performance, Fabinho conta que nos Estados Unidos teve um jet de arrancada, o Miss Geico, com turbo de carro e Nitro com mais de 100 MPH.

Conclusão, para preparar um bom jet de competição e estar entre os primeiros colocados é necessário trazer peças de fora do país, além de ferramentas de precisão. Fabinho ainda salienta que não basta apenas reprogramar o módulo do jet para se obter o máximo em performance, mas um conjunto de acertos é necessário para atingir o objetivo de alcançar a potência máxima de cada equipamento.

 

Ricardo Fuchs é fotógrafo da JetSkiNworld & Photojetski e viaja o mundo atrás das impressionantes imagens das competições de jets

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    A mais bonita do mundo? Nota de mil rúpias das Maldivas destaca a vida marinha

    Cédula tem tartaruga-verde no anverso e tubarão-baleia no reverso, que reforçam a biodiversidade da região

    Sanlorenzo SD90 atracará no Brasil pela 1ª vez no Rio Boat Show 2026

    Iate de 27 metros vai estrear no salão náutico carioca através da Sanlorenzo Brazil. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

    Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

    Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

    Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

    Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

    Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

    Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível