Combustível alternativo


Com benefícios conhecidos desde 1980, o gás-para-líquidos foi desenvolvido pela Shell e pode ser, atualmente, uma solução menos agressiva ao meio ambiente. O combustível é obtido por meio do processo de Fischer-Tropsch – que produz hidrocarbonetos líquidos. Neste processo, a proporção de monóxido de carbono é alterada para hidrogênio, e o excesso de dióxido de carbono, removido usando solução líquida. O gás de síntese que resulta desta transformação é a substância a partir da qual todas as diferentes formas do GPL são sintetizadas. Este sistema remove grande parte das substâncias agressivas que estão negativamente associadas ao combustível tradicional, tal como o dióxido de carbono e o enxofre.
Com base nestes dados, a Feadship completou o seu primeiro – e, possivelmente, o primeiro da indústria – teste no mar utilizando o GPL. A empresa, que já vinha acompanhando a evolução da produção de gás-para-líquidos, lançou um projeto de pesquisa e desenvolvimento para teste do combustível. A análise do desempenho do novo combustível durante a navegação mostrou uma redução de 30% dos níveis de fuligem e de combustível não-queimado – deixando o sistema mais limpo e, assim, favorecendo a economia na manutenção –, além de 10% menos emissão de dióxido de carbono e nitrogênio. Prático, o GPL pode, também, ser utilizado em sistemas de abastecimento de corrente sem que sejam feitas alterações. A intenção é de que esta alternativa se torne amplamente disponível para que, assim, a redução de danos ao meio ambiente compense o aumento do custo monetário.
Curta a revista Náutica no Facebook e fique por dentro de tudo que acontece no mundo náutico.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Na hotelaria, o modelo permite aproveitar a estrutura durante o dia sem hospedagem. No setor náutico, a lógica impulsiona embarcações voltadas ao uso por algumas horas
Dupla com forte histórico de competições e regatas nutre relação de amizade mais intensa ainda. Conheça!
Decisão veio de Eddie Smith Jr., dono da Grady-White Boats, para manter a cultura da empresa viva mesmo fora do seu controle
Peça foi retirada da água a cerca de 1,7 mil km da costa brasileira durante uma expedição do navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute
Lançado neste domingo (2), no bairro Espinheiros, atracadouro conta com estruturas flutuantes para receber embarcações de até 100 pés de comprimento




