Expectativa de vento forte anima Robert Scheidt para o penúltimo dia de regatas em Portugal

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Foto: João Costa Pereira-Osga

Robert Scheidt entra no penúltimo dia da fase final do ILCA Vilamoura European Continental Qualification, nesta sexta-feira (23), entre os cinco melhores. A expectativa do bicampeão olímpico brasileiro é seguir na luta pelo pódio, que será definido no último dia da competição, neste sábado (24). “Tenho conseguido imprimir boa velocidade e estou me sentindo bem nas regatas aqui em Portugal. Quero aproveitar as quatro regatas que faltam para seguir melhorando minha velejada”, afirmou o atleta, sobre o encerramento de sua participação no último campeonato oficial antes dos Jogos de Tóquio.

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Nesta quinta-feira (22), em Vilamoura, Scheidt voltou a mostrar a velocidade que garantiram um primeiro e um segundo lugares nas regatas do dia anterior. Contudo, teve problemas na largada. “Velejei bem, mas, infelizmente, larguei escapado na segunda prova e acabei sendo desclassificado. Uma pena, porque cruzei em terceiro nessa regata e teria sido muito bom para a classificação geral, me mantendo tranquilo em terceiro lugar. Ontem (quarta-feira), eu não havia largado bem e hoje tomei mais a iniciativa e acabei cometendo um erro não forçado”, disse o velejador que só pode computar os pontos do 11° lugar da primeira disputa do dia, passando para a quinta colocação, com 49 pontos perdidos.

As expectativas do bicampeão olímpico são positivas para as duas regatas desta sexta-feira. “Ao contrário desta quinta, quando tivemos vento fraco, entre oito a dez nós, a previsão é para uma mudança do tempo e a entrada de fortes rajadas. Espero conseguir manter a velocidade e brigar por boas posições”, completou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios.

Scheidt ocupa a quinta colocação, mas bem próximo dos concorrentes à sua frente na classificação geral. Apenas três pontos o separam do terceiro colocado, o croata Tonči Stipanović, com 46 pontos perdidos. A liderança do ILCA Vilamoura European Continental Qualification está nas mãos do britânico Michael Beckett, com 24pp, seguido por Filip Jurišić, da Croácia, com 40pp. A pontuação dos atletas já contempla o descarte do pior resultado da série.

Robert tem conseguido bons resultados em Vilamoura. Em oito provas disputadas, fez top 3 em quatro delas, com direito a uma vitória e três segundos lugares.  O ILCA Vilamoura European Continental Qualification reserva as últimas oito vagas para velejadores do continente na Olimpíada e reúne 139 barcos em Portugal. Com exceção de australianos e neozelandeses, a maioria dos atletas da classe Laser que está em Tóquio marca presença nesse campeonato.

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Em sua última competição antes de Vilamoura, no mês de março, Robert Scheidt conquistou o título da ILCA Coach Regatta Lanzarote, na Marina Rubicón, em Playa Blanca, no litoral do arquipélago das Ilhas Canárias, na Espanha. A vitória no campeonato promovido pelos treinadores veio após completar seis das oito regatas entre os top cinco. O título não foi seu primeiro pódio em 2021 nas Ilhas Canárias. Na primeira competição do ano olímpico, Scheidt conquistou o vice-campeonato no Lanzarote Winter Series, em fevereiro.

Com vaga garantida na classe Laser para os Jogos do Japão, Robert Scheidt, que completou 48 anos na semana passada (dia 15 de abril), está prestes a disputar o maior evento esportivo do planeta pela sétima vez, um recorde entre os atletas brasileiros.  
   
Scheidt retornou à classe Laser em 2019, após quase três anos ausente, desde os Jogos do Rio/2016, onde terminou na quarta colocação, mesmo vencendo a medal race. Nesse período de readaptação às novas técnicas e nova mastreação, cumpriu seu objetivo principal, que foi o índice para Tóquio, com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão. Ele confirmou a vaga no Mundial da Austrália, em fevereiro de 2020, quando chegou à flotilha ouro e foi o melhor brasileiro na disputa.    
    
Em março de 2020, foi eleito o maior atleta olímpico do Brasil, em votação coordenada pela Rede Globo com os maiores medalhistas olímpicos do País. Na comemoração dos 100 anos de história do Brasil nos Jogos Olímpicos, no início de agosto deste ano, ficou em segundo lugar em votação de 100 jornalistas, atrás apenas de Adhemar Ferreira da Silva e à frente de Joaquim Cruz, seus ídolos que muito o inspiram.   

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