1000 km de jet do Rio a Floripa: grupo de amigos em nove máquinas Sea-Doo chega a Angra dos Reis

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Navegar do Rio de Janeiro a Florianópolis a bordo de nove jets Sea-Doo e dois botes infláveis de apoio, varando 1.000 quilômetros de mares. Essa é a proposta de 15 amigos catarinenses, um mais entusiasmado por jet que o outro. Em 2013, eles foram Florianópolis a Angra dos Reis.

Agora refazem a expedição cumprindo o roteiro no sentido contrário (de Angra para Florianópolis) e acrescido de 62 milhas, uma vez que a expedição teve início no Rio de Janeiro, aonde o grupo chegou de avião. Tempo estimado de expedição: 9 dias. Percurso total: 621,37 milhas, ou 1.000 quilômetros!

A rota inicial, entre a Marina da Glória e a Ilha Grande, teve início na manhã desta sexta-feira, 26 de fevereiro. A moderna tecnologia de navegação permitiu que os 15 amigos atravessassem esse percurso, de 100 quilômetros, com o máximo de conforto e segurança.

Para evitar qualquer surpresa desagradável, eles se dedicaram a um treinamento intensivo. “Todos os fins de semana desde dezembro foram utilizados na preparação física dos tripulantes. Fizemos inúmeras voltas à ilha de Santa Catarina, em Floripa, um percurso que se assemelha ao que iremos percorrer diariamente”, explica Leandro Ibagy, um dos líderes do grupo, batizado Rotas e Rodas Marítimo.

Para dar ainda mais segurança à missão — e atender à Portaria 127/CPRJ, das Normas e Procedimentos da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, bem como às exigências da Capitanias de Portos de Santa Catarina —, o grupo submeteu seu plano de viagem à Marinha, e recebeu feedback dos capitães Caio César e Ricardo Jaques.

“Nos repassaram normas adicionais de segurança e inscreveram a expedição nas orientações marítimas de toda a região. Com certeza esperamos não necessitar de nenhum auxílio, mas, saber que temos esta disponibilidade é uma enorme segurança adicional”, destacou Leandro.

Graças a isso, ao atracar no Saco do Céu, uma baía bem abrigada no lado de dentro da Ilha Grande (lugar perfeito para recarregar as energias), o grupo era só alegria. Ou quase. “Foi um dia muito tranquilo. O mar estava excelente para navegação. Pouco vento e ondas baixas. Costeamos bem da Marina da Glória até a Ilha Grande, passando perto de todas as praias famosas do Rio de Janeiro. O único registro negativo foi a enorme quantidade de lixo acumulada no mar, coisa a que não estamos acostumados em Santa Catarina.

Por duas vezes tivemos desconforto com as turbinas dos jets — um deles aspirou uma corda; o outro, sacos plásticos. Além disso, o hélice de uma das embarcações de apoio bateu em uma pedra, mas conseguimos contornar, sem problema”, conta o navegador, que agora se delicia explorando os atrativos do Paraíso ecológico do sul fluminense.

Sim, o grupo reservou o fim de semana (dias 27 e 28 de fevereiro) para sair livremente pelas águas calmas e da Baía da Ilha Grande, visitando ilhas e as praias (são cerca de 100 opções, como a Lopes Mendes, que figura entre as tops do mundo) e as atrações ecológicas e gastronômicas desse lugar mágico. O grand finale consiste em uma volta completa da Ilha Grande.

Próxima etapa, dia 1º de março: de Ilha Grande à Ilhabela, um “tiro” de 200 quilômetros. Chegada às 15h, no Itaguá Iate Clube. A expectativa é de encerrar a expedição no fim de tarde do sábado 6 de março, no Iate Clube Veleiros da Ilha, em Florianópolis. Até lá, NÁUTICA acompanha passo a passo a trajetória desses 15 apaixonados por jets.

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Evino