Titanic: um dos maiores naufrágios da história completa 108 anos e pode desaparecer até 2030

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Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (14), o naufrágio do RMS Titanic completou 108 anos. O navio começou a afundar no final da noite do dia 14 de abril de 1912 após bater em um iceberg no Atlântico Norte, no trajeto entre a Europa e os Estados Unidos.

O Titanic foi construído em Belfast, na Irlanda do Norte, durante a grande era de navios a vapor no início do século XX, com o objetivo de ser o maior e mais luxuoso navio do mundo. Após cinco anos de sua construção, afundou em menos de 3 horas na sua viagem inaugural. De todos a bordo, 1 514 morreram e apenas 710 foram salvos.

Mais de 30 anos depois da descoberta dos destroços da embarcação – e 14 sem nenhuma visitação, o naufrágio foi revisto. Além de novas imagens em HD do que restou do navio, veio a confirmação: o Titanic está desaparecendo. Bem rápido – talvez ele não dure mais dez anos.

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Essa nova expedição, paga pelo excêntrico investidor Victor Vescovo – uma espécie de Elon Musk do fundo do mar –, desceu cinco vezes os mais de 3 mil metros. Eles descobriram que o famoso navio se degradou mais rápido que o esperado na última década. Um dos locais mais afetados são os alojamentos dos oficiais da embarcação, que contêm objetos emblemáticos do naufrágio – como a antiga banheira do capitão.

Essa corrosão toda não tem um motivo só, mas um dos principais é uma bactéria chamada Halomonas titanicae. Ela não recebeu o nome do navio à toa: é capaz de metabolizar óxido de ferro, ou, “comer ferrugem”. A bactéria é resistente a alta pressão, salinidade e escuridão, assim, as colônias não param de crescer.

Henrietta Mann, uma das pesquisadoras responsáveis pela descrição do microorganismo, previu que ele pode devorar o Titanic todo até 2030. “O Titanic está retornando à natureza”, disse Parks Stephenson, especialista na história do navio, que fez parte da nova expedição.

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