Copa Suzuki Jimny

0
1633

Tudo estava a favor. Sol, vento entre 15 e 20 nós, calor, águas quentes e cristalinas. O que mais poderia se esperar para um final de semana perfeito em Ilhabela? Sim, muitos veleiros na raia de Ponta das Canas, no norte da ilha.

Neste fim de semana foram disputadas as últimas regatas da Copa Suzuki Jimny, no litoral norte paulista. Uma para a classe HPE e outra para as demais classes.

Entre as embarcações da classe ORC, o Tangaroa, de James Bellini, foi o melhor na etapa e conquistou o título geral da divisão A. Já pela divisão B, o Sextante levou a melhor.

Pela classe C30, o Caballo Loco dominou a raia nos últimos dois finais de semana. A tripulação de Mauro Dottori foi invicta na quarta e última fase da competição e comemorou o primeiro posto. Mas quem levou a melhor no geral foi o barco Loyal, que já havia assegurado o título, depois de vencer as três primeiras etapas.

Entre os HPE, uma das poucas mudanças no trono dos melhores. O Ginga perdeu sua hegemonia na classe e mesmo com uma vitória e um segundo lugares neste domingo, foi superado pelo Relaxa Next/CAIXA, comandado por Roberto Mangabeira, com o reforço do tetracampeão mundial de J24, Maurício Santa Cruz. Eles conquistaram o título de uma das classes mais disputadas da vela oceânica brasileira. O vencedor da etapa final foi a embarcação Bixiga, de Pino di Segni, com quatro vitórias em cinco provas.

“Corremos tranquilos neste domingo, sabendo que o título estava na mão. O segredo foi a regularidade durante o ano inteiro, pois a competição é longa. O objetivo era chegar bem e não só ganhar. Para 2014, o grupo deve se manter e vamos buscar o Brasileiro e a Semana de Vela, os únicos campeonatos que ainda não ganhamos”, disse Roberto Mangabeira.

O Maria Preta, competiu pela classe RGS A e quase beliscou o título da categoria. Apesar de ficarem atrás do Jazz na classificação geral, eles deram show e ganharam duas regatas, além de empatar em outra com o Inaê/Transbrasa na ponta. Apesar do título da regata ter ficado nas mãos da equipe do Maria Preta, as mulheres do Jazz, comandadas por Valéria Ravani, foram campeãs.

“Estou muito feliz pelo equilíbrio que a classe demonstrou nesta temporada, refletida pela mudança da liderança ao longo das etapas. Isso incentiva os velejadores e mostra como a classe está forte. Gostei muito de ter velejado com sete mulheres e dois homens, redistribuí as funções e organizei de forma que a equipe rendesse. Quero dar o exemplo para incentivar mais mulheres a velejar,” comemorou Valéria Ravani.

O Asbar se recuperou do vice no ano passado e venceu a categoria RGS B. Os comandados de Sérgio Klepacz nem foram para a água no domingo, pois já eram os grandes campeões. Aproveitando isso, o Kanibal, de Martin Bonato, faturou a etapa ao vencer a disputa contra o Suduca, de Marcelo Claro. O Rainha/Empresta Capital, de Leonardo Pacheco, ganhou a RGS C.

Entre os RGS Cruiser a disputa foi forte durante os dois finais de semana.  O Boccaluppo, de Cláudio Melaragano, comemorou o título de 2013, enquanto o BL3/Wind Náutica, de Clauberto Andrade, e o Anequim, de Mitsuo Shibata, ficaram para atrás.

“O ano teve quatro etapas excelentes e procuramos intensificar a programação social , importante para manter os velejadores unidos e integrar os patrocinadores com a comunidade náutica. No sábado passado tivemos o dia mais bonito da competição, tanto na água como no clube. Tivemos uma boa média de barcos ao longo da temporada, o que mostra que o circuito continua sendo o mais importante da vela naciona”, disse o radiante Carlos Eduardo Souza e Silva, comandante do Orson/Mapfre, terceiro colocado na ORC A e diretor de vela do Yach Club de Ilhabela.

Confira os vencedores da quarta etapa:

ORC A – Tangaroa (James Bellini)

ORC B – Sextante (Thomaz Shaw)

C30 – Caballo Loco (Mauro Dottori)

HPE – Bixiga (Pino di Segni)

RGS A – Maria Preta (Alberto Barreti)

RGS B – Kanibal (Martin Bonato)

RGS C – Rainha (Leonardo Pacheco)

RGS Cruiser – BL3/Wind Náutica (Clauberto Andrade)

Classificação final de 2013

ORC A

1º – Tangaroa (James Bellini) – 15 pontos perdidos
2º – Lexus/Chroma (Luiz Gustavo de Crescenzo) – 25 pp
3º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 38 pp

ORC B

1º – Sextante (Thomaz Shaw) – 14 pp
2º – Colin (Sebastian Menendez) – 31 pp
3º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 35 pp

C30

1º – Loyal (Marcelo Massa) – 19 pp
2º – Barracuda (Humberto Diniz) – 35 pp
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 43 pp

HPE

1º – Relaxa Next/Caixa (Roberto Mangabeira) – 48 pp
2º – Ginga (Breno Chvaicer) – 59 pp
3º – Jimny/Bond Girl (Rique Wanderley) – 76 pp
4º – Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) – 76 pp
5º – Bixiga (Pino di Segni) – 81 pp

RGS A

1º – Jazz (Valéria Ravani) – 24 pp
2º – Maria Preta (Alberto Barreti) – 40,5 pp
3º – Urca/BL3 (Pedro Rodrigues) – 45pp

RGS B

1º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 18,5 pp
2º – Suduca (Marcelo Claro) – 26 pp
3º – Kanibal (Martin Bonato) – 30,5 pp

RGS C

1º – Rainha (Leonardo Pacheco) – 14 pp
2º – Ariel (Andreas Kugler) – 28 pp

RGS Cruiser

1º – Boccalupo (Claudio Melaragno) – 20 pp
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 29 pp
3º – Brazuca (José Rubens Bueno) – 48 pp

Curta a revista Náutica no Facebook e fique por dentro de tudo que acontece no mundo náutico.