SSL Finals começa com vitória brasileira nas Bahamas

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O primeiro dia da Star Sailors League Finals ofereceu condições ideais aos velejadores das 23 equipes de 22 países que compõem a flotilha da sétima edição da competição anual. O sol brilhou nas Bahamas e a raia próxima ao Nassau Yacht Club recebeu o vento predominantemente noroeste para impulsionar os barcos em duas regatas sobre as águas azuis e transparentes da Baía de Montagu. Melleby (NOR) e Revkin (EUA) lideram com um segundo e um quarto lugares. O brasileiro Pedro Trouche venceu a segunda prova ao lado do neozelandês Hamish Pepper.  

Na regata de abertura da fase de classificação, a dupla ítalo-alemã Diego Negri e Frithjof Kleen soube aproveitar a mudança significativa do vento para noroeste no momento da largada. Eles optaram pelo bordo certo, à esquerda, e lideraram a prova praticamente de ponta a ponta até cruzarem a linha de chegada. Kleen venceu a SSL Finals em 2017 ao lado do britânico Paul Goodison, campeão olímpico da Classe Laser.

“Foi um dia ótimo. Conseguimos fazer a leitura certa da raia e das mudanças do vento, que depois começou a cair. O importante é que mantivemos a calma e o controle da regata”, analisou Negri. Na segunda prova, a dupla não conseguiu repetir a boa largada e chegou na sexta colocação, posicionando-se em segundo lugar na classificação geral, apenas um ponto perdido atrás dos líderes (6 a 7).    

O duelo pela ponta da segunda regata ficou entre duas duplas. Pedro Trouche, atual campeão da SSL Finals com Jorge Zarif e proeiro de Hamish Pepper (NZL) neste ano, e pelo bicampeão olímpico Iain Percy (GBR), que veleja ao lado de Anders Ekstrom (SuE). Trouche e Pepper estavam em quinto lugar no contravento, mas na perna final, em popa, optaram por rumo mais à direita e foram beneficiados por uma rajada.

Zarif, parceiro de Trouche no título de 2018 está em campanha olímpica de Finn, por isso não foi a Nassau. Pepper, o único neozelandês na raia, ficou comemorou os resultados. “Pedro ligou para corrermos juntos e eu concordei com isso. Iniciamos bem o campeonato e conseguimos dar velocidade ao barco. A dupla se encaixou. Sinto muito pelo Iain (Percy) porque ele estava liderando desde o início, mas conseguimos pegá-lo”, afirmou Pepper.

Apesar de ter sido ultrapassado no final da regata, Percy estava satisfeito com o desempenho de sua dupla. “ Somos muito bons no vento mais forte, embora não mais como nos velhos tempos. Tenho certeza de que o vento virá. A configuração do barco ainda não está certa, mas isso é uma questão de milímetros. Faremos os ajustes”, garantiu o britânico.

Nos quatro primeiros dias as 23 tripulações correm 11 regatas, todos contra todos, com apenas um descarte. As dez primeiras colocadas permanecem no campeonato para disputar três provas no dia decisivo: quartas de final, semifinal e final. O líder da fase de classificação vai direto à final. O segundo colocado passa para a semifinal. A cada regata da fase decisiva três barcos são eliminados, o que garante a adrenalina na água e para quem está assistindo.   

SSL Finals 2019 após duas regatas

1 – Melleby (NOR) / Revkin (EUA): 2+4 = 6 pontos perdidos

2 – Negri (ITA) / Kleen (ALE): 1+6 = 7 pp

3 – Oskari Muhonen (FIN) / Vitalii Kushnir (UCR): 4+9 = 13 pp

4 – Fredrik Loof (SUE) / Brian Fatih (EUA): 8+5 = 13 pp

5 – Hamish Pepper (NZL) / Pedro Trouche (BRA): 13+1 = 14 pp

6 – Iain Percy (GBR) / Anders Ekstrom (SUE): 12+2 = 14 pp

7 – Paul Cayard / Phil Trinter (EUA): 6+8 = 14 pp

8 – Mateusz Kusznierewicz (POL) / Bruno Prada (BRA): 3+12 = 15 pp    

16 – Henrique Hadad / Henry Boening (BRA): 15+14 = 29 pp

17 – Bernardo Freitas (POR) / Samuel Gonçalves (BRA): 14+15 = 29 pp      

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