Sedna divulga novas imagens de seu catamarã que poderá receber quatro motores de popa

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A Sedna Yachts, no mercado desde 2004, acaba de divulgar novas imagens de seu novo catamarã, o Cat 370. O modelo de comando central, para pescarias longe da costa e mergulhos, deverá chegar em nossas águas no mês de junho de 2021, já com três unidades vendidas, sendo duas equipadas com quatro motores Mercury Verado de 300 hp cada e outra com ainda mais potência: quatro motores de 400 hp cada. Será a primeira lancha de pesca equipada com quatro motores de popa no Brasil.

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De acordo com a Sedna, a opção por motores de popa de alta potência tem tudo a ver com um dos focos do estaleiro, que é a exportação para o mercado norte-americano, onde os motores de popa têm grande aceitação, por oferecerem desempenho mais emocionante e manutenção mais fácil. Por sinal, uma das três Cat 370 em construção foi encomendada justamente por um cliente dos Estados Unidos.

Mesmo em imagens 3D, é possível perceber que os projetistas do barco (Edmundo Souto, Antônio “Tuba” Amaral e Fernando Almeida) capricharam na receita.

Com 11 metros de comprimento e 3,75 m de boca, o Sedna Cat 370 será um catamarã com cascos simétricos — ou seja, com o lado de dentro igual ao de fora, ângulo de 24 graus na popa e V pronunciado na proa —, uma garantia de suavidade na navegação, mesmo quando o mar não estiver para peixe.

Como era de se esperar de uma lancha-catamarã desse nível, o aproveitamento do cockpit será muito bom. Segundo Antônio “Tuba” Amaral, da divisão de Sport Fishing da Sedna, o comando central terá três poltronas voltadas para a proa e outras três viradas para a popa.

Na proa, a área livre somará 7,50 m², e ainda sobrará espaço para uma caixa de peixes e um pequeno divã. Por sua vez, a praça de popa, com 8,30 m², comportará (opcionalmente) até duas cadeiras de pesca, e sem que um pescador prejudique o outro.

Uma portinhola na lateral, aliada à baixa borda livre, ajuda no embarque, que também pode ser feito pela popa. Na popa, entre as parelhas de motores, há um plataforma de 60 centímetros de comprimento, com escada.

A lista de pontos positivos incluirá ainda uma grande quantidade de paióis, dois tanques (de alumínio) de combustível de 1000 litros cada, dois tanques de água de 170 litros, o acabamento caprichado, toda a estrutura de pesca (com porta-varas, borda acolchoada, viveiro de 300 litros na popa, caixas de peixes térmicas), convés estanque com drenagem para fora do barco, ferragem com aço inox 316, aterramento em todas as ferragens, sistema elétrico todo baseado em relés, com fios estanhados, e a presença de um banheiro com 1,70 m de altura.

“Outro diferencial dessa lancha é o processo de laminação”, destaca Tuba Amaral. Será totalmente por infusão a vácuo, que deixa os cascos mais fortes, leves e resistentes, com a injeção de espuma de Divinycell, tecidos quadriaxiais e camadas externas em resina éster vinílica.

No desempenho, um show à parte. Projetados para encarar bem o mar com ondas, os dois cascos devem sustentar 60 nós de velocidade máxima, com 40 a 42 nós de cruzeiro, quando empurrados pelo quarteto de motores de popa de 300 hp.

Enfim, uma lancha-catamarã com recursos para ganhar rapidamente espaço no mercado de barcos de pesca, seja no Brasil ou nos Estados Unidos, baseada no binômio bom projeto e qualidade construtiva.

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