Instrutor da Escola Lars Grael supera grandes nomes da vela e é campeão de competição virtual

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Terminou na noite desta quarta-feira o  II Virtual Skipper Brasil Cup, evento virtual online de Vela de Oceano do game Virtual Skipper, febre entre os amantes e praticantes do esporte que tem mais de 330 mil velejadores cadastrados no mundo todo.

O paulista de São Sebastião, Samuel Solano, Instrutor da Escola de Vela Lars Grael, em Ilhabela (SP), terceiro do ranking mundial na categoria Team Race do Virtual Skipper, fez uma fase final quase perfeita com o thinkinghard vencendo três das seis regatas e com 15 pontos com seu derrotou o chileno Luis Romero por um ponto. O gaúcho Otavio da Fonseca, com o Booma, fechou o pódio.

O evento contou com 47 velejadores de todo país mais Suécia e Argentina que competiram entre si na primeira semana separados em grupos. Os 16 melhores disputaram a Série Ouro nas regatas finais na segunda e na noite desta quarta-feira. Os demais foram divididos nas Séries Prata e Bronze. A Série Ouro teve as presenças do campeão mundial da classe Snipe em 2019, Henrique Haddad, o Gigante, que terminou em sétimo lugar no geral com o FullAHead. Gigante está em campanha Olímpica para disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio na classe 470. Campeão Mundial dos Jogos Militares em 2011, Mário Trindade terminou em nono com o SuperMarioBRA e Pedro Trouche, campeão da Stars Sailors League em 2018 na classe Star, superando o multicampeão olímpico, Robert Scheidt, na campanha em Nassau, nas Bahamas, competição que reúne os dez melhores de cada classe na temporada. Trouche disputou o Virtual Skipper Brasil Cup com o Bolder53 e finalizou em 13º.

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“Caí em um grupo com bons velejadores e não foi fácil, mas consegui dois bons resultados e no último dia velejei sem muita margem para erros na grande final”, disse Samuel que disputa o game Virtual Skipper desde 2008. Ele é instrutor da escola de vela de Lars Grael em Ilhabela (SP), juiz estadual em São Paulo e participa da comissão de regatas de expressão nacional. “No mar, velejo de monotipo, em diversas classes que a escola de vela dispõem, laser, dingue e snipe. Na vida real não sou competidor, no virtual tenho um perfil competidor pois consigo unir habilidades de Team Race, Match Race e Fleet e isso ajuda muito na hora de competir”.

“Para o último dia de regata tive que velejar no modo segurança, largar bem e correr menos riscos, pois já tinha um resultado alto que seria provavelmente meu descarte. Na primeira regata, larguei mau, mas passei por trás da flotilha e fui atrás do vento e acabei sendo premiado com boas rajadas e venci a regata. Na segunda regata, na condição de vento fraco, fiz uma largada linda e venci de ponta a ponta, assim assumindo a ponta do campeonato. Para a terceira e última da série eu velejei mais relaxado, até que larguei bem mas o vento, corrente e nervosismo me fizeram montar a primeira bóia entre os últimos e meu concorrente mais próximo para o título lá na frente, aí recuperei algumas posições e acabei em décimo, por sorte meu concorrente mais próximo foi sexto e no somatório levei a melhor por diferença de um ponto”, disse Samuel.

Francisco Freitas, gaúcho, membro do barco San Chico e medidor da ABVO (Associação Brasileira Veleiros de Oceano) comemorou a realização do evento e anunciou novas etapas e também o torneio dos campeões em dezembro, a ‘Star Sailors League’ do game. “Foi fora de série, todos elogiando, me esmerei na organização, e pro próximo será ainda melhor. Nosso evento não perde para nenhum internacional, nível técnico muito bacana, estou bem contente com o resultado, contou com transmissão ao vivo no Youtube, isso ajuda a divulgar a vela e vela virtual. Ideia é ter um campeonato por mês e dezembro ideia é ter os campeões ao longo do ano competindo entre si igual ao Star Sailors League com os dez melhores do ano e alguns convidados. Temos tempo para trabalhar, terá eliminatórias e um Match Race no final. Está dando resultado”.

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