Robert Scheidt conquista o vice em Portugal e está pronto para brigar por medalha em Tóquio

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Foto: João Costa Pereira-Osga

Robert Scheidt é vice-campeão do ILCA Vilamoura European Continental Qualification, um importante resultado no último campeonato oficial antes dos Jogos de Tóquio. O bicampeão olímpico esteve muito perto do título. Apenas um ponto o tirou do lugar mais alto do pódio. Contudo, para o brasileiro, o mais importante é atestar que está velejando de forma consistente, com velocidade e força física para seguir confiante na fase final de preparação para a Olimpíada. O resultado em Portugal coloca Scheidt, aos 48 anos de idade, na lista de candidatos a uma medalha na Olimpíada de uma vez por todas.

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Scheidt abriu o último dia de regatas em Vilamoura disposto a lutar pelo título com todas as foças. Com vento forte e ondas altas neste sábado (24), garantiu um terceiro lugar na primeira prova, assumindo a liderança provisória do campeonato. Na segunda corrida, fez uma grande recuperação na reta final, para terminar na sexta colocação. Uma boa posição, mas insuficiente para tirar o primeiro lugar geral do alemão Philipp Buhl, que obteve um segundo e um primeiro lugar. Na classificação final, o velejador germânico acabou com 76 pontos perdidos, enquanto Robert somou 77pp. A medalha de bronze ficou para o britânico Michael Beckett, com 81pp.

Robert conseguiu velejar de forma consistente em Vilamoura. Cruzou a linha de chegada sete vezes entre os dez primeiros colocados. Levando-se em conta apenas a lista de top cinco, foram seis provas, com uma vitória, três segundos lugares, um terceiro e outro quinto. Se não tivesse sido desclassificado na oitava regata por queimar a largada, provavelmente teria obtido um descarte melhor e, como a diferença entre a medalha de ouro e a de prata foi apenas um ponto, teria sido campeão em Portugal, em uma disputa que envolveu 139 competidores, entre os melhores do mundo, a exceção dos australianos e neozelandeses.

“Na primeira regata do dia, montei a primeira boia entre sexto e sétimo, trocando de posições com o alemão. Ele me ultrapassou e eu retomei à frente. Na última perna de popa ele avançou novamente e terminou em segundo, comigo em terceiro. É um cara que veleja muito bem em vento forte e era o mais veloz da flotilha nesse último dia. Eu sabia que, mesmo com uma vantagem de quatro pontos, não poderia cometer erros na prova final. Mas acabei tomando algumas decisões erradas no início e fiquei um pouco para trás. Ainda consegui uma boa recuperação e ultrapassei o inglês (Beckett) no popa final e garanti a prata. Foi uma semana muito boa e fico feliz não só pelo resultado, mas por ver que estou subindo de nível e encarando os melhores do mundo. Os treinos dos últimos meses surtiram efeito. Estou velejando bem nos ventos fracos, médios e fortes e é sempre bom saber que, quando trabalha, a gente melhora”, afirmou o velejador.

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Em sua última competição antes de Vilamoura, no mês de março, Robert Scheidt conquistou o título da ILCA Coach Regatta Lanzarote, na Marina Rubicón, em Playa Blanca, no litoral do arquipélago das Ilhas Canárias, na Espanha. A vitória no campeonato promovido pelos treinadores veio após completar seis das oito regatas entre os top cinco. O título não foi seu primeiro pódio em 2021 nas Ilhas Canárias. Na primeira competição do ano olímpico, Scheidt conquistou o vice-campeonato no Lanzarote Winter Series, em fevereiro.

Com vaga garantida na classe Laser para os Jogos do Japão, Robert Scheidt, que completou 48 anos na semana passada (dia 15 de abril), está prestes a disputar o maior evento esportivo do planeta pela sétima vez, um recorde entre os atletas brasileiros.   
   
Scheidt retornou à classe Laser em 2019, após quase três anos ausente, desde os Jogos do Rio/2016, onde terminou na quarta colocação, mesmo vencendo a medal race. Nesse período de readaptação às novas técnicas e nova mastreação, cumpriu seu objetivo principal, que foi o índice para Tóquio, com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão. Ele confirmou a vaga no Mundial da Austrália, em fevereiro de 2020, quando chegou à flotilha ouro e foi o melhor brasileiro na disputa.    
    
Em março de 2020, foi eleito o maior atleta olímpico do Brasil, em votação coordenada pela Rede Globo com os maiores medalhistas olímpicos do País. Na comemoração dos 100 anos de história do Brasil nos Jogos Olímpicos, no início de agosto deste ano, ficou em segundo lugar em votação de 100 jornalistas, atrás apenas de Adhemar Ferreira da Silva e à frente de Joaquim Cruz, seus ídolos que muito o inspiram.    

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