Robert Scheidt confirma vaga e será primeiro brasileiro a disputar sete olimpíadas

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Maior medalhista olímpico da história do Brasil, com cinco pódios, Robert Scheidt derruba mais um recorde em sua vitoriosa carreira e vai se tornar o primeiro brasileiro a competir em sete edições dos Jogos. Ele tem índice para disputar a Olimpíada de Tóquio desde o ano passado. Mas a confirmação da vaga veio nesta quinta-feira (13), no Sandringham Yacht Club, em Melbourne, na Austrália. Ao se classificar para a flotilha ouro no Campeonato Mundial da classe Laser 2020 e seguir como único brasileiro na luta pelo pódio, não pode mais perder a vaga na equipe nacional que vai competir no Japão, em julho.

O bicampeão olímpico velejou entre os top 10 nesta quinta-feira (13), no Sandringham Yacht Club, em Melbourne, na Austrália, e garantiu a classificação. Apresentando evolução dia a dia, ele cruzou a linha de chegada em 7° e 9° lugares nas duas regatas disputadas, subindo da 37ª para a 29ª colocação entre 124 velejadores. Apenas os 42 melhores seguem na luta pelo pódio. O outro brasileiro na disputa, Gustavo Nascimento, ocupa o 84° lugar e vai disputar a flotilha bronze. De acordo com o critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ele só perderia a vaga para os Jogos do Japão se outro atleta do Brasil subisse ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

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“Essa confirmação é importante, pois sigo trabalhando para evoluir constantemente nesse retorno à classe Laser após três anos de ausência. A competição é muito dura e o barco exige bastante da parte física, mas sigo motivado para elevar meu nível competitivo e lutar para fazer um bom papel em Tóquio. Seguirei para o Japão para lutar, e lutar muito, por mais um pódio olímpico”, garante o velejador dono de duas medalhas de ouro (Atlanta/96 e Atenas/2004 –  ambas na Classe Laser), duas de prata (Sidney/2000 – Laser – e Pequim/2008 –  Star) e uma de bronze (Londres/2012 – Star).

Classificado para a sétima Olimpíada – recorde entre os atletas brasileiros – Robert Scheidt segue na disputa do Campeonato Mundial focado em elevar seu nível competitivo visando uma boa participação nos Jogos de Tóquio, a partir de julho. Aos 46 anos, é um veterano diante de velejadores até 20 anos mais jovens em uma classe que exige muito do corpo. “A meta principal é a Olimpíada, mas vou lutar até o fim pelo pódio aqui na Austrália”, garante ele, que é dono de 14 troféus de campeão do mundo – 11 na classe Laser e três na classe Star.

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