Regata dos barcos rabelos colore as águas do rio Douro e revive tradição portuguesa

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Se você já esteve na região do Porto, provavelmente deve ter visto esses belíssimos barcos de vela quadrada e remo longo na popa, chamados rabelos, que colorem o Rio Douro. Se não viu, experimente ir para lá no dia 24 de junho. É quando acontece a Regata dos Barcos Rabelos da Confraria do Vinho do Porto, competição que neste ano reuniu 14 embarcações emblemáticas, medindo entre 19 e 23 metros, cuja história remete à criação daquele que é o símbolo etílico de Portugal.

Muito antes de haver estradas e até ligações ferroviárias, as Quintas produtoras do precioso Vinho do Porto estavam apenas acessíveis através do Rio Douro, no qual corriam os barcos de fundo chato e sem quilha — perfeitos para vencer o pedregoso e incerto leito do rio. Para não sofrer danos durante o transporte até a Vila Nova de Gaia, onde era armazenado, o vinho comum recebia a adição de um destilado de uva de altíssima graduação alcoólica, o brandy. Chegando ao destino, o vinho, que já era bom, apresentou-se melhor ainda. É por isso que se diz que o Vinho do Porto nasceu dentro dos rabelos.

Com a chegada de novos meios de transporte, os rabelos foram ficando de lado, até quase desaparecerem. No fim da década de 1970, só havia quatro exemplares. Foi quando a associação que reúne os produtores do vinho do Porto decidiu patrocinar essa regata, de apenas 3 500 metros. A primeira edição ocorreu há 32 anos, reavivado a história mais genuína do Douro. Desde então, entrou para o calendário da cidade do Porto. Não existiria Vinho do Porto sem os barcos rabelos.

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