Quarta-feira

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Mais um dia acirrado de disputas da Ilhabela Sailing Week. Nesta quarta-feira (23), os veleiros da classe S40 travaram duelos emocionantes, proporcionados pelo vento, que durante as duas regatas do terceiro dia de competição, rondou de nordeste para sueste, subindo de oito para 12 nós (20 km/h), com uma quarta-feira de calor e céu completamente azul.

O Pajero Mitsubishi venceu as duas provas no formato barla-sota (boia a boia) com 7,5 milhas (14 km), seguido por Crioula e Carioca, e manteve a liderança da classe mais veloz da Ilhabela Sailing Week. “Na primeira regata, largamos escapado, tivemos de retornar e depois foi uma briga, principalmente com o Crioula, para recuperarmos metro a metro. Na segunda, o duelo foi com o Carioca, que montou em primeiro no contravento e conseguimos ultrapassá-lo no popa. Foram duas vitórias muito apertadas. Ganhamos nos detalhes”, relatou o navegador do Pajero Mitsubishi, Ricardo Campos, destacando ainda a vantagem do entrosamento da tripulação vice-campeã mundial da classe TP52, recentemente na Itália. “Desde o início do ano, já devemos ter passado 40 ou 50 dias juntos somando-se todas as regatas”.

Na Raia 2 também teve dobradinha. Foi na classe HPE, com o veleiro Atrevido, comandado por Fábio Bocciarelli. “O Ginga montou todas as boias na nossa frente na segunda regata. Só fomos ultrapassá-los a 30 metros da linha de chegada, no popa. Largamos bem nas duas regatas e foi possível perceber que o barco está muito bem regulado tanto para popa quanto no contravento. É um prazer ganhar do Ginga”, comemorou Bocciarelli. Com dois segundos lugares, o Ginga manteve a liderança da classe com folga. Na Star, os líderes Lars Grael e Samuel Gonçalves venceram mais uma. A outra vitória foi da dupla Bruno Prada e Guilherme de Almeida.

Quem também teve muitos motivos para comemorar foi a tripulação do Seu Tatá, na classe ORC. O barco do Iate Clube do Rio venceu as duas regatas do dia, acumulando três vitórias em cinco provas, o que garante a primeira colocação na ORC A e geral. “As regatas estavam muito bem estruturadas. Estamos com velas novas e conseguimos acertar a regulagem. Soma-se a tudo isso a disposição da nossa garotada”, opinou o comandante Paulo Cesar Haddad, sobre os motivos que levam o Seu Tatá à liderança.

“Ainda tem muita regata pela frente, mas se conseguirmos manter essa regularidade, ficaremos entre os três primeiros. Esse é o nosso objetivo”, estipulou Haddad que deu nome à embarcação em homenagem ao sogro falecido recentemente e que tinha pavor de entrar na água. “Seu Tatá não entrava no mar de jeito nenhum e nunca veio a bordo. Quem sabe se agora ele está dando uma forcinha para a tripulação”.

Líderes no geral:

S40 – Pajero – 8 pp (2+3+1+1+1)

C30 – Zeus – 9 pp (3+1+2+2+1)

HPE – Ginga (Breno Chvaicer) – 10 pp (1+1_+4+2+2)

Star – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 5 pp (1+1+1+2)

ORC A – Seu Tatá – 7 pp (2+2+1+1+1)

ORC B – Lucky V – 8 pp (4+1+1+1+1)

ORC C – Bravísismo 4 – 5 pp (1+1+1+1+1)

ORC Geral – Seu Tatá – 14 pp (5+6+1+1+1)

IRC – Rudá – 5 pp (1+1+1+1+1)

RGS A – Quiricomba – 13 pp (8+2+1+1+1)

RGS B – Bruxo (Luiz Schaefer) – 13 pp (2+2+1+5+3)

RGS C – Azulão – 10 pp (1+2+2+4+1)

RGS Cruiser – BL3 (Clauberto Andrade) – 9 pp (1+3+4+1)

RGS Geral  –  Azulão – 29 pp (1+4+4+14+6)

 

Foto: Marcos Méndez / SailStation

 

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