Os velocímetros vão além da medição da velocidade. Veja

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No mar, não há restrições de velocidade como em terra. Mas ficar atento ao velocímetro do barco ajuda não só a planejar melhor a viagem — por exemplo, controlando o consumo de combustível em função da distância a ser percorrida —, como aumenta a segurança do passeio. Vamos saber mais sobre estes instrumentos tão importantes, nas quatro perguntas e respostas a seguir.

Como se mede a velocidade do barco?

A velocidade é sempre calculada a partir de dois métodos básicos: dividindo-se o espaço percorrido pelo tempo gasto no trajeto ou usando-se a pressão da água no chamado tubo de “pitot” — neste caso, a velocidade é calculada pela raiz quadrada da diferença entre as pressões dinâmica (com o barco em movimento) e estática da água, dividida pela densidade da água. O primeiro método é o usado pelos medidores do tipo turbina (aqueles que ficam sob o casco e têm uma pequena roda com pás, sendo muito comum em veleiros). É o método utilizado também pelo gps. No segundo, mais usado em lanchas, o tubo de “pitot” fica dentro da própria rabeta ou, nos barcos com eixo do tipo pé-de-galinha, é acoplado externamente.

Qual é o melhor método?

Cada um tem vantagens e desvantagens. A velocidade mostrada pelo gps é mais precisa, mas não leva em conta a correnteza e pode ser menos sensível a mudanças bruscas na própria velocidade. O tipo turbina é muito simples, bom para a faixa de 0 a 20 nós, confiável e funciona também como odômetro, mostrando as milhas percorridas. Deve ser instalado longe de turbulências e limpo regularmente, para evitar que sujeiras ou cracas dificultem o giro da roda de pás. Já o tubo de “pitot” é menos preciso, principalmente em velocidades baixas, mas tem a vantagem de não possuir peças móveis e poder operar mesmo sem energia elétrica. O maior cuidado que se deve ter é manter sua entrada de água sempre limpa e desobstruída — que, no caso das rabetas, costuma ser a entrada da água de refrigeração.

Qual a melhor escala de velocidade a usar: milhas/h, km/h ou nós?

Sempre em nós. A forma mais simples de calcular distâncias numa carta náutica é usar a definição de que 1 milha náutica equivale a 1 minuto de latitude, usando-se a marcação da latitude na lateral da carta. Assim, você não precisa se preocupar com a escala do mapa. Como 1 nó corresponde à velocidade de 1 milha/hora, fica simples efetuar os cálculos de tempo de duração de uma singradura ou mesmo da velocidade média do barco em determinado percurso. Porém, tome cuidado para não confundir a leitura em milhas/h (que usa a milha terrestre dos EUA) com nós! Uma milha náutica vale 1,125 milha terrestre, ou seja, um barco navegando a 20 nós desenvolve velocidade de 20 milhas náuticas por hora e de 22,5 na escala de milhas americanas/hora.

De onde vem o termo “nó” para definir a velocidade do barco?

No século 19, o método mais usado para se de medir a velocidade de um barco era atirar ao mar uma pequena tábua de madeira, na qual estava amarrada uma linha com um nó a cada 50 pés (ou 15,24 m). O marinheiro atirava a tábua ao mar, deixava a linha passar entre seus dedos e contava quantos nós passavam em 30 segundos, medidos por outro marinheiro com uma ampulheta. O número de nós contados nesse tempo era a velocidade em milhas/hora ou “nós”.

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