Nova expedição ao Titanic procurará telégrafo que emitiu o pedido de socorro

Por: Redação -
29/05/2020

Mais de 100 anos desde o naufrágio do RMS Titanic, o navio ainda é objeto de pesquisa dos historiadores. A justiça dos Estados Unidos autorizou uma expedição ao fundo do mar para tentar recuperar o telégrafo usado pela equipe do navio para emitir o pedido de socorro após o choque com o iceberg no oceano Atlântico Norte.

O telégrafo ficava na suíte Marconi, uma das salas de operações do navio. Os tripulantes enviaram sinais com a localização do navio em código Morse na esperança de que algum outro rádio pudesse captar o pedido de socorro. O navio RMS Carpathia, que fazia a travessia dos Estados Unidos para a Áustria, recebeu a mensagem e mudou sua rota para resgatar os botes com 705 sobreviventes do Titanic. O choque com o iceberg ocorreu na noite do dia 14 de abril de 1912, e o resgate chegou na manhã do dia seguinte.

A responsável pela missão é a empresa RMS Titanic, Inc., que já conduziu sete missões de pesquisa e recuperou mais de cinco mil artefatos do navio. “Se não fosse por esse rádio, nenhum sinal de socorro teria sido enviado, ninguém teria sobrevivido, e talvez nós nunca teríamos encontrado o Titanic”, disse o presidente da empresa em entrevista ao Business Insider.

O resgate do telégrafo chegou em boa hora. O navio está sendo deteriorado por uma bactéria chamada Halomonas titanicae, capaz de metabolizar óxido de ferro (em outras palavras, comer ferrugem). Os pesquisadores acreditam que o navio possa desaparecer até 2030. Segundo o presidente da RMS Titanic, Inc., a sala Marconi é uma das mais degradadas.

Esse é um dos principais motivos que justifica a expedição. A justiça determinou que o telégrafo tem “histórico, educativo, científico e cultural” e deve ser resgatado antes que seja tarde demais. Além de servir para estudos de historiadores, ele ficará em exposição para “contar a história dos homens que mandaram sinais de socorro às embarcações vizinhas até a água, literalmente, chegar nos pés deles”, conta a empresa.

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