Naval

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Há 25 anos os barcos da Marinha do Brasil competem na Ilhabela Sailing Week reforçando a flotilha e acirrando a briga pelas primeiras colocações em várias classes. Neste ano, os alunos do Grêmio de Vela da Escola Naval e do Colégio Naval trouxeram sete das 130 embarcações que disputam a 41ª edição do principal evento náutico da América Latina. Após cinco regatas, o Quiricomba, campeão em 2013, lidera a classe RGS A, enquanto o Brekelé ocupa o segundo lugar.

Nesta quarta-feira (23), três barcos da Marinha do Brasil, colocaram-se entre os melhores da RGS em uma flotilha de 36 embarcações. O Quiricomba ficou em segundo lugar nas duas provas. Na classificação geral, que tem o Azulão como líder, o Brekelé é o segundo e o Quiricomba, o quarto. Os dois ocupam a primeira e a segunda colocação na RGS A, respectivamente. O Albatroz é o terceiro na RGS B.

A Marinha do Brasil participa com cinco veleiros do Grêmio de Vela da Escola Naval, do Rio de Janeiro: Albatroz, Brekelé, Quiricomba, Dourado e Bijupirá; e mais dois do Colégio Naval, de Angra dos Reis: Ubá e Cação, sendo que Dourado e Bijupirá estão correndo na classe ORC. Em fevereiro, o Dourado representou o País na Buenos Aires-Rio. As três regatas de abertura da Ilhabela Sailing Week, Alcatrazes, Toque-Toque e Renato Frankenthal, são disputadas em homenagem à Marinha, como reconhecimento ao apoio de oficiais e aspirantes à competição.

“Consideramos a Ilhabela Sailing Week o principal circuito entre os campeonatos dos quais participamos, por isso nos preparamos desde o início do ano”, justificou o aspirante Lerbak, em relação aos bons resultados obtidos pela Escola Naval. “É gratificante para os futuros oficiais da Marinha, competir junto com a sociedade civil. Sempre fomos muito respeitados, principalmente pelos resultados. Apesar do prazer de se velejar, mostramos que o nosso trabalho é sério”.

O aspirante, timoneiro do Albatroz, também é o comodoro do Grêmio de Vela da Escola Naval e responsável pelas tripulações da Marinha em Ilhabela. “Considero a prática da vela uma das principais atividades náuticas. Além de competir, é uma honra também representar o País em um evento com mais mil velejadores”, destacou Lerbak, que se tornará oficial ao concluir o quarto ano da Escola Naval no fim de 2014.

Um dos nove tripulantes do Albatroz é o capitão-tenente Gomes Ferreira, único oficial que acompanha a flotilha da Marinha em Ilhabela. “A vela na Escola Naval é importante para despertar o espírito de marinheiro. O contato com o mar, o trabalho em equipe, o serviço de marinharia (ajuste de cabos, velas e aparelhos eletrônicos) e as noções de meteorologia, fazem com que a vela tenha um papel fundamental na formação dos oficiais”, considerou Gomes Ferreira.

Foto: Marcos Méndez / SailStation.com

 

 

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