NÁUTICA Live: Roberto Justus e Emerson Sheik mostram por que o mar é tão apaixonante

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Muita gente já teve a dúvida um dia: vale a pena comprar uma casa na praia ou é melhor fazer a opção por um barco e ficar livre para viajar para qualquer lugar, sem ter que se preocupar com a limpeza da piscina e a altura da grama, vendo o quintal mudar todos os dias?

Quem assistiu nesta quinta-feira, 6 de junho, à NÁUTICA Live, com mediação da jornalista Millena Machado, provavelmente já não tem nenhuma dúvida: um barco vale, sim, por uma casa de praia. Especialmente se tiver uma boa cabine com banheiro, condição perfeita para passar dias inteiros no mar, com a vantagem (sobre a casa) de que se movem de uma praia para a outra.

Convidados para debater o tema A opinião de quem usa o barco como a segunda casa, três navegadores ilustres — Roberto Justus, empresário e apresentador de TV; Emerson Sheik, ex-jogador de futebol e eterno ídolo do Corinthians; e Ruppert Hahnstadt, empresário e imunologista (o quarto convidado, Tarso Marques, empresário e ex-piloto de F1, chegou a entrar na live, mas não conseguiu participar, por problemas técnicos) — deixaram claro que um barco só melhora a vida de quem compra.

Foram momentos de puro prazer, com depoimentos ora emocionantes, ora engraçados, deliciosamente motivadores (para você dar voz a seus desejos), cujo resumo você confere aqui.

“eu prefiro ter uma ‘casa de praia’ que se movimente, tendo a vista que eu quiser escolher”

O empresário e apresentador de tv Roberto Justus adquiriu seu primeiro barco há apenas seis anos, estimulado pela esposa, Ana Paula Siebert. Mas já está no seu terceiro modelo! Aliás, que modelo: uma Azimut 30 Metri. “Eu gosto do mar, mas tinha aquele erro de visão, de que ‘barco é bom quando é dos amigos’, e de que só havia duas alegrias, quando se compra e quando se vende. Infelizmente, só fui descobrir tarde esse prazer. Mas eu acho que nunca é tarde pra descobrir, porque é uma coisa fantástica!”

Mais do que navegar, ele agora considera o barco como seu segundo lar. “Cada um vivencia a experiência no mar de forma diferente. Para mim, o barco se tornou a minha casa de praia. Em vez de ter uma casa de praia, onde a vista é sempre a mesma, eu prefiro ter uma casa de praia que se movimenta, com a qual escolho a vista que quero e passo dias perfeitos”.

Quando está bordo, na companhia da família e de amigos, Justos gira a chavinha e ganha outro astral. Para saber o que isso significa, durante a live, ele exibiu um vídeo, em que aparece cantando, no comando de seu barco, ao de uma de sua filha Rafaella. Encantou e emocionou todo mundo.

Com o iate ancorado em marina do litoral sul do Rio de Janeiro, ele costuma navegar entre Paraty e Angra dos Reis. E se considera privilegiado por poder apontar a proa do barco para lugares tão incríveis. “Já viajei o mundo, aluguei barco na Europa e em todos os lugares que se possa imaginar. Somos privilegiados por ter um lugar como Angra. Além do visual e da natureza fantástica, a navegação é absolutamente tranquila, em grande parte do ano”.

Caprichoso, perfeccionista, Justus contou que não sai para navegar enquanto não cumprir uma rotina minuciosa de cuidados com o barco. “Tudo tem de estar impecável. Se tiver um risquinho no casco, dou um jeito de tirar. Faço tudo eu mesmo. Para ter barco, é preciso ter vontade de cuidar. Senão, fica na mão”.

 

“Gosto tanto de meus barcos que não consigo vendê-los. No memento, estou com três!”

Emerson Sheik contou que seu primeiro contato com o mundo dos barcos aconteceu quando jogava no Japão, pelo time da cidade de Sapporo, na ilha de Hokkaido. “O presidente do clube me convidou para um passeio na lancha dele e eu me apaixonei por aquilo. E olha que foi em dia frio”. Após seis anos de Japão (2000 a 2005), transferido para um time do Catar (depois também passaria pelos Emirados Árabes, daí o apelido Sheik), o entusiasmo pela navegação só aumentou, vendo alguns dos iates mais caros do mundo, comandados pelos milionários árabes. “Na volta ao Brasil, comprei uma lancha de 29 pés, o meu primeiro barco”, lembrou.

Ele não esquece também o entusiasmo da família ao sair para o primeiro passeio, “uma alegria contagiante”, nem da surpresa que fez à mãe, aos irmãos e aos filhos ao apresentar a lancha de 40 pés que havia comprado em segredo, durante o São Paulo Boat Show. “Foi um passeio inesquecível!”, disse. Mas ele não parou nesse up grade. Pouco tempo depois, mudou de patamar e comprou uma lancha de 80 pés, com a qual explora a região de Angra dos Reis, a partir de Mangaratiba, onde tem casa, tendo quase sempre a companhia da noiva e dos filhos.

“Conviver com as crianças a bordo é outra coisa. O barco traz maior proximidade. Fico grudado neles. Passamos momentos incríveis”. Sheik revelou que se apega tanto aos barcos que não consegue vendê-los. Está com três deles! Incluindo uma 29 pés de pesca. Como posso vender um barco que traz recordações de um período maravilhoso da minha vida?”, pergunta.

Por fim, Sheik, revelou que gosta de pernoitar a bordo, especialmente no Saco do Céu, em Angra dos Reis, e fez questão de ressaltar a importância de ter ao seu lado pessoas competentes e dedicadas. “Há 11 anos, tenho um capitão e dois marinheiros ao meu lado. São pessoas de uma competência e responsabilidade incríveis. Recentemente, com a minha a noiva, fiz um tour, a trabalho, por Madri, Barcelona e Roma. Aproveitei para observar o jeito que eles tratam os barcos. É diferente. Como os nossos, não tem”.

“A minha paixão é essencialmente pela água”

Ruppert Hahnstadt, é apaixonado pela água desde criança. Criado na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, o imunologista contou que para tirá-lo do mar era uma dificuldade. A navegção veio aos poucos. Primeiro, um windsurf. Depois, pequenos veleiros, como laser, hobbie cat, etc. Por um tempo, se mudou para São Paulo e ficou um tempo longe do mar. Mas só foi voltar para o Rio retomar a paixão, ao lado de sua mulher.

O primeiro barco do casal foi uma lancha de 22 pés, no ano 2000. Em seguida, passou para uma 29, depois, para uma 36 pés… De pé em é, chegou na lancha atual, uma Schaefer 500, com três camarotes, com a qual costuma fazer travessias mais longas. “Além dessa 50 pés, tenho uma lancha de pesca de 24 pés, porque eu sou tão exigente como o Justus em relação ao barco. Tem de estar um brinco!”, disse, rindo

“Nós temos uma equipe pra cuidar do nosso bem, que não é só um bem. Você vê a empolgação do Justus, do Sheik… isso é amor! Não é material”, explicou le, que costuma aproveitar os momentos a bordo com a família numerosa. “Nós não temos filhos, mas a família é grande e, às vezes, tem que negociar quem vai e quem não vai”, contou relembrando os sobrinhos, que passaram a infância no barco, mar. “O pensamento marítimo, o amor pelo mar vai sendo cultivado à medida que você vai experimentando. E a gente vai perdendo aquilo que a gente chama de medo do mar e passa a entender que ele é maravilhoso, é uma forma de você estar em contato com a natureza, da forma mais tranquila e mais linda”, concluiu.

Que as pessoas que acompanham esta live possam perceber como esse mundo é maravilhoso

Ao fim da live, Ernani Paciornik não escondia sua euforia com depoimentos entusiasmados a favor da navegação, transmitidos por seus convidados ilustres. “O vídeo do Roberto Justus com sua filhinha a bordo de seu iate é o retrato perfeito da vida no mar. Reflete tudo o que um barco representa”. Traduzindo: tal qual Justos no comando de sua Azimut, as pessoas — ali na água, tomando banho de sol, cantando, com sorriso no rosto e muita vontade de se divertir — conseguem se desligar das preocupações do dia a dia.

“O que mais fascina as pessoas é simplesmente estar na água, um ambiente seguro, apaixonante. O mar é um refúgio, não tem vírus. Que as pessoas que acompanham esta live possam perceber como esse mundo é maravilhoso”, convidou o presidente do Grupo Náutica, cuja preocupação principal, atualmente, é contribuir para que o Brasil tenha a infraestrutura para todo mundo poder andar de barco.

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Whats NÁUTICA - 30/06/2020