Novo livro resume tipologia de navios de guerra do século XVIII

0
453

A descoberta de um conjunto de gravuras do século XVIII, praticamente ignorado pela historiografia, levou o pesquisador Carlos Francisco Moura à conclusão de se tratar de material iconográfico que resume a tipologia dos navios de guerra construídos no século XVIII nos estaleiros de Portugal e do Brasil. Ele manteve o título arbitrado pala catalogação, “Naus e Fragatas”, mas, na realidade, é o resumo esquemático de gravuras com dimensões, número e calibre e peças de artilharia e guarnição de 6 naus (de 120, 90, 80, 74, 64 e 50 peças), e de uma fragata (36 peças).

Segundo o autor, as gravuras soltas, encadernadas para facilitar a consulta e a preservação, destinavam-se ao ensino da Academia Real dos Guardas-Marinhas, instituição criada em 1782, e que em 1807/1808 foi transferida com a Corte para o Rio de Janeiro, dando início ao ensino da marinha de guerra no Brasil. As gravuras que servem de base ao estudo pertenciam à Real Biblioteca/Casa do Infantado, e foram incorporadas ao acervo da Biblioteca Nacional.

Além da transcrição dos textos na ortografia atual, o trabalho inclui resumos sobre a criação da Real Academia dos Guardas-Marinhas, sobre desenho e arquitetura naval, e sobre gravadores em Portugal no século XVIII, índice dos termos manuscritos, bibliografia utilizada e relação de estudos do autor sobre temas navais, de navegações e viagens. Trata-se da primeira edição das gravuras em formato de livro.

Receba notícias de NÁUTICA no WhatsApp. Inscreva-se!

Quer conferir mais conteúdo de NÁUTICA?
A nova edição já está disponível nas bancas, no nosso app e também na Loja Virtual. Baixe agora!
App Revista Náutica
Loja Virtual
Disponível para tablets e smartphones

Para compartilhar esse conteúdo, por favor use o link da reportagem ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos e vídeos de NÁUTICA estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem nossa autorização (redacao@nautica.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que NÁUTICA faz na qualidade de seu jornalismo.