Mensagem viajou 35 anos em uma garrafa e, depois de encontrada, foi devolvida à autora. Veja a história

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Em 1985, Cathi Riddle, residente de Milton, redigiu a carta que seria encontrada 35 anos depois. Enquanto estava na praia com a sua família, ela escreveu uma mensagem, colocou dentro de uma garrafa e a lançou no mar. A carta foi encontrada por um canoísta, poucos dias depois da tempestade tropical Isaias ter varrido a costa sudeste dos Estados Unidos, e devolvida à autora.

Brad Wachsmuth era um dos navegantes do caiaque que passeavam pelo rio Broadkill, em Delaware, quando se deparou com a garrafa. De início, ele conta que pensou ser apenas um pedaço comum de lixo. No entanto, ao se aproximar da garrafa, Brad percebeu que havia se enganado, e que tinha algo incomum dentro do recipiente.

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Wachsmut explica que a primeira declaração veio de seu companheiro de viagem Jeff, ao dizer “acho que aqui tem algo especial”, e relembra as primeiras frases que leu ao abrir a carta: “Gostamos muito de animais. Tens algum animal de estimação? Nós temos cães. Por favor, responda quando receberes isto e conta-nos mais sobre sobre ti”.

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Ele diz estar surpreso já que “com as marés e a quantidade de tempestades que chegam a Delaware, ao longo de 35 anos, seria de esperar que não acabasse nas mesmas águas”. Brad conseguiu localizar a família de Cathi, com a ajuda da Sociedade Histórica de Milton.

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A carta foi escrita por Cathi Riddle e sua prima Stacey Wells, que viviam na região. Cathi explica “estávamos na praia quando decidimos escrever o bilhete e ver até onde ele ia”. Ela diz estar fascinada com a descoberta, e acredita que sua mensagem tenha viajado o mundo até voltar para o lugar de onde partiu.

Apesar da tradição de jogar mensagens ao mar estar cada vez mais esquecida, esse é um costume de décadas na família de Cathi. E o fato de poder reler uma carta enviada há tantos anos é mais um incentivo para que o hábito se perpetue. Em 2019, um homem também encontrou uma mensagem antiga, lacrada em uma garrafa, enquanto procurava lenha no Alasca. A carta foi escrita pelo capitão Anatoly Botsanenko, que a lançou no mar soviético no ano de 1969, e é mais um exemplo de como uma mensagem pode ser entregue ao mundo através do mar.

Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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