O que aconteceu com veleiro encontrado à deriva em 1872 é mistério até hoje

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No ano de 1872, um barco era encontrado à deriva no meio do oceano Atlântico. Um mistério que encontra-se sem solução até os dias atuais. 

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O veleiro norte-americano Mary Celeste foi encontrado por uma embarcação canadense que estranhou os movimentos do mesmo.

O Mary Celeste não estava apenas sem tripulação, como também apresentava vários detalhes estranhos e que não explicavam exatamente o que tinha acontecido. Apesar do veleiro estar em boas condições para navegar, por exemplo, o bote salva-vidas estava ausente, indicando que seus marinheiros haviam abandonado o Mary Celeste. Se a tripulação tivesse feito uma saída calculada do barco, teria levado comidas e objetos pessoais, porém esses mantimentos ainda permaneciam no interior da embarcação — esses foram deixados, na maioria, intocados.

Apenas os documentos e instrumentos de navegação foram levados, sinal de uma saída às pressas, em meio a uma situação de desespero, e não uma ação planejada.

A tripulação até poderia estar com medo do veleiro afundar, mas eles não corriam risco. Até foi encontrada água no porão, mas estava longe de apresentar uma ameaça de afundamento para um navio daquele porte. Também não foram encontrados sinais de brigas ou focos de incêndio.

Mais tarde, o relatório do procurador-geral responsável pela audiência mencionou manchas de sangue e arranhões no casco do veleiro que teriam sido causados por um machado.

A teoria elaborada seria de que ocorrera um ataque dos tripulantes contra o capitão, ou então um encontro com piratas; ignorando a ausência de evidências indicando brigas. Essa especulação foi derrubada definitivamente pela verificação científica de que as manchas não eram de sangue, e os arranhões tinham causas naturais. A carga de álcool desnaturado do Mary Celeste também estaria intacta, o que também não faria sentido dentro dessa explicação.

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Outra hipótese levantada foi de que o capitão da embarcação norte-americana teria entrado em pânico em meio a uma tempestade ou tromba d’água, julgando que a água do porão estava enchendo muito mais rapidamente do que de fato estava. Vale dizer aqui também que o capitão Benjamin Briggs seria um marinheiro experiente, o que coloca em questionamento a ideia de que o mesmo teria sido movido por um medo irracional.

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Mary Celeste

Por não ter nenhuma conclusão, o mistério recebeu diversas hipóteses, até mesmo sobrenaturais como lulas gigantes e monstros marítimos.

O mistério da embarcação encontrada à deriva aparentemente sem explicação ainda inspirou uma história do autor britânico Arthur Conan Doyle, todavia, houveram diversas modificações em relação ao que de fato aconteceu, incluindo a troca do nome do navio para “Marie Celeste”.

Por Amanda Ligório, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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