Maricultura Costa Verde, em Ilha Grande, celebra 15 anos de trabalho

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No último sábado, 13 de maio, a “Maricultura Costa Verde” celebrou quinze anos de existência. A Fazenda Marinha, localizada em Ilha Grande, município de Angra dos Reis, promoveu um evento na Praia de Jaconema, na Pousada Nautilus. O encontro reuniu amigos e instituições parceiras.

A Maricultura Costa Verde é especializada na produção e comercialização de vieiras e do peixe bijupirá. A empresa fornece insumos para restaurantes da região, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. Grandes chefs de cozinha já passaram pela fazenda para conhecer a criação pioneira do bijupirá e a vieira de Ilha Grande, eleita uma das sete maravilhas gastronômicas do Estado do Rio de Janeiro.

“Inauguramos, hoje, uma nova etapa gerencial da Maricultura Costa Verde. Queremos divulgar de forma mais sistematizada nossa marca e nossos preceitos. Produzimos alimentos de qualidade, orgânicos, seguindo práticas e procedimentos sustentáveis. Nosso objetivo é, além de entregar comida saudável às pessoas, contribuir para despertar em nossos clientes a preocupação em conhecer a procedência dos insumos que chegam a sua mesa”, esclarece Carlos Kazuo, diretor da fazenda marinha.

O evento contou com uma visita aos campos de vieira e aos tanques de criação do bijupirá. Kazuo e Patrícia Merlin, gerente da fazenda, explicaram o dia a dia de produção e a importância da maricultura.

Fotos: Alex Santiago

Atualmente, a Baia da Ilha Grande conta com dezessete maricultores. Algumas iniciativas importantes nessa área estão a caminho. Destacam-se o selo de Indicação Geográfica para certificar as vieiras da Baia da Ilha Grande, conduzido pelo Sebrae Costa Verde e o Laboratório de alevinos de bijupirá, um convênio entre a Prefeitura de Angra dos Reis, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Há também projetos antigos como o POMAR (IED-BIG), de produção de sementes de vieira, essenciais para o sucesso da maricultura na região.

“Além de gerar emprego e renda e ser uma atividade com fortes laços com a identidade cultural local, a maricultura é uma alternativa ao extrativismo. A biodiversidade marinha da Baia da Ilha Grande vem sofrendo com a sobrepesca. Produzir, em vez de capturar da natureza, é uma das nossas vantagens”, explica Patrícia Merlin.

Estiveram presentes Prefeitura de Angra Reis, FIPERJ, UERJ, Associação de Maricultores da Baia da Ilha Grande (AMBIG), Instituto de Pesquisas Marinha, Arquitetura e Recursos Renováveis (IPEMAR), SEBRAE, Pólo Angra Gastronômica, IED-BIG, Ecofloat, Maricultura Itapema, Revista Náutica e Ecojornal.

Mais informações sobre a “Maricultura Costa Verde” podem ser acessadas no site do local.