Sete dúvidas frequentes sobre como manter a bomba de porão funcionando sempre bem

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Elas são pequenas, silenciosas, ficam escondidas no fundo do casco e, por isso, muitas vezes acabam negligenciadas pelos donos dos barcos. Mas poucos equipamentos de segurança são tão fundamentais num barco – qualquer barco! – quanto as bombas de porão. Elas podem ser a diferença entre um passeio tranquilo e o completo desatre. Estatísticas mostram que boa parte dos naufrágios de barcos de passeios poderiam ter sido evitados apenas se o sistema de bombeamento de água do porão tivesse funcionado. Ou seja, é sempre bom conhecer um pouco mais sobre o assunto. Como nestas perguntas bem frequentes.

Qual o melhor lugar para instalar a bomba de porão?
Depende do tipo de casco. Como regra geral, ela deve ser instalada nos pontos onde a água tende a se acumular. Nas lanchas, isso ocorre próximo à popa e, em veleiros, mais à meia-nau. Também é preciso observar se a posição das cavernas do casco não criam compartimentos que represam a água. Neste caso, o ideal é ter uma bomba em cada local. Mas jamais coloque a bomba debaixo do motor ou em local onde seja difícil inspecioná-la.

É melhor ter uma bomba maior ou duas menores?
Bombas de porão são equipamentos elétricos que trabalham submersos e, assim sendo, unem duas coisas que, a princípio, deveriam estar separadas: água e eletricidade. Portanto, a melhor maneira de aumentar a confiabilidade é ter uma redundância de equipamentos. Assim, se uma pifar ou entrar em curto, a outra continuará funcionando. Todo barco deveria ter, no mínimo, duas. E uma manual, de reserva, para o caso de emergência ou panes elétricas.

É melhor ligar a bomba na chave geral do barco ou diretamente na bateria?
Na chave geral, não! A bomba precisa operar mesmo que todos os demais equipamentos estejam desligados. A melhor solução é ligá-la diretamente na bateria e com um sistema de proteção contra curto-circuitos. Verifique sempre a junção dos fios da bomba com a fiação do barco. Esta emenda é um ponto fraco, por causa da tendência a corrosão. Garanta que esta junção fique fora d´água.

A vazão que a bomba se propõe na embalagem vale para qualquer situação?
Não. A maioria dos fabricantes se baseia na vazão que a bomba teria somente circulando a água, sem estar conectada a uma mangueira. Na prática, a vazão é sempre bem menor. Por isso, use mangueiras com diâmetro recomendado pelo fabricante e diminua ao máximo o comprimento e o número de curvas. Quanto mais suave for o caminho da água, melhor para a bomba.

Manter o porão limpo ajuda?
Sim. Lembre-se que a água que a bomba sugará passou por boa parte do porão e, portanto, carregou sujeiras pelo caminho. Um pedaço de estopa pode entupir a entrada da bomba. Detritos também podem impedir a flutuação e o correto funcionamento da chave do automático dela.

Quais os principais cuidados para manter a bomba em bom estado?
O mais importante é inspecioná-la antes de cada saída e após a limpeza do porão. Veja se ela está com a grelha de sucção desobstruída e se não há nada solto no porão. Se possível, movimente manualmente a chave do automático para ver se a bomba liga e confira o estado das fiações. Aproveite quando for lavar o porão para testar todo o sistema. Atenção: barcos que ficam em vagas molhadas estão sujeitos, também, à obstrução na saída da bomba no casco, por causa das cracas.

Usar válvulas de retenção na saída da bomba ajuda a melhorar seu desempenho?
Não. Na verdade, até piora. Alguns fabricantes usam este expediente para evitar que a água que ficou na mangueira retorne ao porão, quando a bomba é desligada. Mas isso não compensa a diminuição da vazão provocada pela válvula. Outro problema é que passa a haver mais um elemento sujeito a falhas no sistema. Se a válvula ficar travada na posição fechada, impedirá o funcionamento da bomba. Esqueça, portanto, a retenção e concentre-se, sempre, em ficar checando a bomba.