Atleta do SUP que levou ouro no Pan de Lima é um dos nomes na final de festival de esportes aquáticos

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Medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima este ano, na conquista mais emocionante do evento, bicampeã da 11 City Tour, na Holanda, e vindo do 5º lugar no Mundial da China, a niteroiense Lena Ribeiro é um dos grandes nomes na final do Aloha Spirit, nos próximos dias 22 a 24, em Cabo Frio/RJ. A atleta do stand up paddle (SUP) chega como líder nas duas provas da modalidade, a longa distância e a técnica, que nesta etapa terão um atrativo a mais, pontuando pelas duas principais ligas internacionais da modalidade, a Paddle League e a APP World Tour.

Considerado um dos maiores festivais de esportes aquáticos do mundo, o Aloha Spirit terá a sua 3ª etapa no Canto da Praia do Forte, reunindo cerca de 1 500 atletas, desde os principais nomes da elite até amadores, iniciantes, veteranos e kids. Além do SUP, estarão em ação o va’a, conhecido como canoa havaiana e polinésia, com provas individuais, em duplas, a novidade a V3, estreando no evento e a tradicional OC6, incluindo equipes do Peru e Argentina; a natação em águas abertas, como seletiva para uma prova restrita no Arquipélago de Alcatrazes em fevereiro de 2020.

Também o paddleboard, o surfski, o triatlhon waterman, prova especial reunindo natação, SUP e paddleboard. Na areia, mas totalmente ligado ao mar e, sobretudo à segurança, a disputa de apneia estática. Outros atrativos serão a prática de yoga, o Festival Aloha Spirit de Cinema e ações socioambientais, culturais e educativas, tendo como tema a Simbologia da Água.

Lena mostra animação para competir “em casa” e mais do que garantir novos títulos, comemorar uma temporada vitoriosa. Foram várias conquistas importantes, com dois ouros nos Jogos Sul-Americanos de Praia, na Argentina, e mais uma medalha dourada, a mais festejada, no Pan, disputando em Punta Rocas, no Peru, ultrapassando a norte-americana Candice Appleby, na última onda para delírio da torcida.

Também faturou o bicampeonato na 11 City Tour, uma das mais duras e longas provas da modalidade, com 220 km divididos em cinco etapas, atravessando 11 cidades pelos famosos canais de navegação na Holanda; e agora o quinto lugar no Mundial realizado pela International Canoe Federation (ICF). Recebeu várias homenagens esse ano, sobretudo pelo ouro no Pan, até com visita ao Palácio do Planalto e ao Museu do Surf de Cabo Frio.

“Competir em Cabo Frio é como estar em casa. Além de ser do lado de Arraial do Cabo, onde eu moro, é um lugar que frequento muito para treinar. Meus filhos estudam lá, eu trabalho lá. A maioria das pessoas da minha convivência são da Cidade. Para o Pan do Peru eu treinei muito na Praia do Forte, porque as condições eram as que eu tinha de mais parecido com Punta Rocas. Então, tem muita gente que vai lá torcer por mim e as condições eu conheço bem”, diz a atleta de 38 anos.

Lena é uma “velha conhecida” no Aloha e elogia o evento, que compete desde que iniciou no SUP e ressalta o espírito de confraternização. “É especial pelo número de pessoas que reúne, pelos outros esportes envolvidos, atraindo amadores, crianças, iniciantes, pessoas mais velhas, que começaram o esporte já sendo master. Eu acho que essa convivência de todo mundo é fantástica. É o evento que recebo mais carinho, que mais tiro fotos e ajuda muita gente e iniciar no esporte, evoluir. Isso é muito legal. Ser campeão de um festival assim, que tem tudo isso, que é tão grande, é muito importante”, ressalta.

No Aloha Spirit, ela já competiu em outras modalidades, antes mesmo do SUP, como a canoa havaiana. “Tanto individual quanto em equipe, e o waterman. Curto muito”, conta a atleta, que tem patrocínios de Mistral e Aloha Spirit e apoios de Restaurante Sol na Cozinha, Espaçolaser, Camelbak, Windhunter, B-On Nutrição Inteligente, Academia HC, De Chelles, Pro Risca e Widex Travel. “Essa etapa tem mais importância por ser válida pelo ranking mundial”, reforça a atleta, que na disputa inicial, em Ilhabela, venceu a norte-americana Fiona Wylder, um dos principais nomes da modalidade.

Além de competir em Cabo Frio, ela e o marido, Américo Pinheiro, também seu técnico e que voltou do Mundial na China com o título mundial master na prova técnica, ministrarão uma clínica de SUP, na quinta e sexta-feira (21 e 22) junto à arena do evento. “Na quinta-feira de tarde eu darei clínica para remadores iniciantes, que querem aprender a remar, quem já rema e quer saber mais técnicas. Na sexta, o Américo abordará o surf de SUP Race e provas técnicas, no mesmo local onde serão as disputas para a galera intermediária e avançada”, anuncia Lena.

A tricampeã brasileira começou tarde no SUP e logo despontou. Foi incentivada pelo marido quando foram morar em Arraial do Cabo, com quase 30 anos. Começou como recreação e iniciou nas disputas em 2012, sendo campeã amadora logo no primeiro ano. Na temporada seguinte virou profissional e foi vice brasileira, de 2013 a 2015, depois, em 2016, 2017 e 2018 faturou o tri nacional.

Além da dura rotina de treinos e competições, muitas no exterior, Lena tem uma vida pessoal agitada. Incansável, dá aulas de nutrição em uma universidade em Cabo Frio, ano passado se formou em Educação Física, cuida da casa e dos filhos e ainda dá aulas de SUP. “Vai ser bom competir em casa. Com certeza, muito mais tranquilo”, completa a atleta que sempre está com sorriso no rosto, pronta a atender a todos.

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