Intergaláctico

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Os ventos fortes, especialmente na flotilha masculina, onde rajadas de 25 nós sopraram nas últimas regatas, teve seus efeitos sobre o Campeonato Intergaláctico de 49er e 49erFX na raia dos Jogos Olímpicos de 2016 que começou hoje no iate clube do Rio de Janeiro.

Após o Campeonato Sul-Americano, na última semana, os principais nomes internacionais do mais rápido e mais vistoso dos monocascos olímpicos estavam no Rio de Janeiro para continuar sua adaptação às condições sempre surpreendentes e difíceis das raias na baía de Guanabara. Pelo menos para a maior parte dos velejadores. Porque para os neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke, campeões do mundo, líderes do ranking mundial e vitoriosos no Campeonato Sul-Americano de uma maneira incrível – depois de não correrem as três primeiras regatas do torneio e só podendo descartar uma delas venceram -, ganharam as três provas realizadas hoje na raia da Escola Naval e têm uma confortável vantagem sobre seus oponentes.

Entre a flotilha de 49er, quatro barcos tiveram problemas para terminar as competições nos fortes ventos que sopraram nas duas últimas regatas do dia, especialmente na parte de barlavento da raia. A dupla irlandesa teve que abandonar depois que o proeiro, Matt McGovern, machucou o braço direito. “Foi antes da largada e tentei continuar, mas foi muito difícil para segurar no trapézio e preferi me recuperar o mais rápido possível”, afirmou o velejador que vive em Belfast.

Para um dos barcos argentinos foi justamente o trapézio que quebrou e para o GBR 98 uma capotada na última regata os mandou de volta para o clube mais cedo. Os brasileiros Rafael Gagliotti e Henrique Wisnieswski preferiram manter o barco inteiro, já que não estão acostumados a navegar no 49er nestas condições.

Na súmula, após os super kiwis com 3 pontos apenas, estão os britânicos John Pink e Hollingworth Bithell com 11pts, seguidos pelo duo francês Manu Dyen e Stephane Christidis com 18 pontos. O filho de Torben, Marco Grael e seu proeiro Gabriel Borges, em quinto lugar no geral, são os melhores sul-americanos na competição que reúne 24 barcos de 14 países.

Entre as mulheres, as melhores velejadoras locais também carregam o mesmo sobrenome. Martine Grael e Kahena Kunze, recentemente eleitas as melhores velejadoras do ano pela Federação Internacional de Vela (Isaf), aparecem na oitava posição entre 20 barcos de 12 países. “Embora eu conheça a baía muito bem, para mim foi difícil ler o vento e as correntes hoje”, disse Martine, o atual líder do ranking mundial de 49erFX.

Como elas saíram mais cedo, as meninas não pegaram os ventos mais fortes, mas navegaram em uma brisa sólida de 15 a18 nós de S/SE. Na tabela, quem vem em primeiro lugar são Jena Mai Hansen e Katja Salskou-Iversen, da Dinamarca, com 7 pontos. Em segundo lugar estão as alemãs Tina Lutz e Susan Bencke, com 12 pontos, e em terceiro estão Charlotte Dodson e Sophie Ainsworth (GBR), com 14 pontos. A campeã do 49erFX no torneio sul-americano, Anemiek Bekkering, que navegou com seu treinador na semana passada, voltou a ter uma mulher na proa e está em oitavo lugar com 27 pontos.

Hoje, o Intergaláctico de 49er e 49erFX continua com mais três regatas previstas.

Foto: Fred Hoffmann

Informações: assessoria de imprensa

 

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