Empresa reconhecida internacionalmente fabrica primeira garrafa com plástico recolhido do mar

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Foto: Reprodução

A Coca-Cola sai na frente na produção de garrafas recicladas feitas com o lixo retirado do mar. “Estas garrafas demonstram a capacidade das inovadoras e revolucionárias técnicas de reciclagem que permitiram transformar um plástico PET muito degradado em matéria prima de alta qualidade. São, assim, as primeiras garrafas no mundo fabricadas com material proveniente de plástico marinho e aptas para serem utilizadas em alimentação e bebidas”, garante a empresa.

O lixo marinho é recolhido por meio do projeto Mares Circulares – realizado em Portugal e na Espanha – que conscientiza sobre a importância da limpeza de costas, praias e o fundo do mar. Graças ao trabalho conjunto, também em parceria com a Ioniqa Technologies e Indorama Ventures, foram fabricadas cerca de 300 garrafas, que usaram 25 por cento de plástico reciclado, proveniente de praias e fundos marinhos.
A técnica de reciclagem utilizada se baseia na despolimerização, um processo químico que permite descompor e melhorar o plástico PET de baixa qualidade, eliminando as suas impurezas e transformando-o em plástico PET de grande valor apto para uso alimentar.

“Esta é uma revolução, uma vez que permite que os plásticos muito degradados, assim como os que não são transparentes, possam ser reciclados e transformados novamente em garrafas”, informa a empresa.

A marca quer que todas as suas embalagens sejam 100 por cento recicláveis e pretende ainda assegurar que as suas garrafas de plástico contenham, pelo menos, 50 por cento de PET reciclado em 2022. “Isto representará a eliminação de mais de 11 000 toneladas de plástico por ano na Europa Ocidental, 2.600 das quais na divisão ibérica, a partir de 2020”, exemplifica a empresa.

A Coca-Cola vai eliminar o plástico que reveste os packs de latas de 200 ml ou mini-cans, substituindo-o por cartão com certificado PEFC – o sistema de certificação florestal mais utilizado no mundo, que assegura a sustentabilidade florestal. Esta medida representa a eliminação, a partir de 2020, de 1 380 toneladas de plástico na sua cadeia de fornecimento na Ibéria.

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