Conheça o francês que dará a volta ao mundo com apenas uma das mãos

0
388

Siga nosso TWITTER e veja a série Dicas Náuticas diariamente.

Damien Seguin é um dos 33 velejadores que participarão da Vendée Globe a partir do dia 8 de novembro, mas será o único a fazer a travessia com apenas uma mão.

“Serei o primeiro capitão paraolímpico a participar desta viagem ao redor do mundo sozinho, sem escala e sem assistência. É um verdadeiro orgulho”, afirma o velejador de 41 anos a bordo de seu barco do Grupo Apicil.

O monocasco da classe Imoca, de 18 metros de comprimento, não possui nenhuma adaptação específica exceto por um bico no guincho.

Leia também 

>> Vem aí a 9ª Vendée Globe, a mais dura regata da vela mundial

>> Conheça as sete mulheres a dar a volta ao mundo na Vendée Globe

>> Francês cria embarcação para recuperar título de recordista mundial de velocidade em alto mar

Com a data de início da prova se aproximando, Damien Seguin, pai de dois filhos, diz que tem mais medo de ser forçado a um abandono do que um acidente, fadiga ou solidão.

O francês quer se superar e vencer a prova. No entanto, sabe que será difícil competir com algumas embarcações, sobretudo as com foils, que permitem que os barcos subam acima da água para obter mais velocidade.

“Sou um competidor, não posso me contentar em aspirar ao meio da classificação”, afirma Damien, que nasceu sem a mão esquerda no dia 3 de setembro de 1979 em Briançon, nos Alpes franceses, bem perto da fronteira com a Itália.

Mas, como alguém que nasce nos Alpes se destaca na vela?

Depois de uma infância no sopé dos Alpes, Damien Seguin mudou-se, em 1989, com a família para a ilha caribenha de Guadalupe, que é um território Francês, onde passou 10 anos e descobriu a vela.

Desde então, iniciou a carreira na vela paralímpica e acumula três medalhas Olímpicas: duas de ouro, em Atenas 2004, e no Rio em 2016, e uma de prata nos Jogos de Pequim, em 2008.

Damien ainda conta que seu pai era um guia de montanhas e que sempre o levava para algumas escaladas, o que fez com que ele já tivesse uma resistência desde muito jovem, um diferencial imprescindível na vela.

“Nunca me coloquei barreiras e nunca aceitei que me colocassem”, finaliza Damien Seguin, com um sorriso antes de seu maior desafio na 9ª edição da Vendée Globe.

Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.

Sedna