Conheça a família que tem passado a quarentena em um Carver Voyager de 57 pés

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Ben Stein é um editor de eletrônicos que vive em seu Carver Voyager de 57 pés, com a sua família, desde 2016. Ben, Laura, e as filhas Molly (13) e Madelyn (10) contam que desde que embarcaram nessa viagem, eles têm ficado mais próximos do que nunca. Uma vantagem que todos citam, inclusive, são os aprendizados que nenhum livro poderia ensinar. Eles começaram com um Great Loop, ou seja, uma volta por uma área determinada dos Estados Unidos e, ao terminar, continuaram passando a maior parte do tempo a bordo da embarcação.

O barco, que chama Have Another Day, tornou-se a moradia dessa família quando a pandemia da Covid-19 deu sinais no país. As meninas tiveram a sorte de já estarem acostumadas com a rotina do ensino doméstico, mas eles contam que a cautela no dia-a-dia foi redobrada. Apesar de terem uma casa em Chicago, os meses que viriam em um clima frio não pareceram tão atraente, de acordo com a família. Assim, mesmo em isolamento, puderam visitar as águas quentes da Flórida e o calor de Fort Myers.

As crianças, que costumavam encontrar amigos, visitar bibliotecas, lojas e restaurantes, acabaram pausando todas essas atividades. Laura, a mãe, assume que tem sido um pouco difícil mantê-las entretidas, mas ela explica que tem feito de tudo para tornar esse período o mais prazeroso possível. Dessa forma, delega muitas atividades para as filhas, como passear com o cachorro ou até mesmo andar de bicicleta, quando possível. Aplicativos de chamadas de vídeo como o FaceTime e o Zoom têm sidos ótimos aliados.

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Ben conta, também, que adora o cotidiano da vida a bordo. Para ele, é fácil manter as amizades e o distanciamento social para quem vive em marinas, já que, entre os seus amigos, cada um monta seu deck em seu próprio barco, e eles socializam mesmo com alguns metros de distância.

“Durante a paralisação, várias vezes levamos o Carver para ancorar durante a noite. Isso nos deu uma sensação de calma. Pegamos as pranchas de remo e o macarrão para nadar, e curtimos o nascer e o pôr do sol sem nos preocupar em lavar as mãos a cada cinco minutos”, disse ele.

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O barco, até então, não tinha um console central. O relato é de que, desde que adquiriram o console Cobia de 22 pés, a vida a bordo se transformou. “Isso nos dá a opção de fazer um cruzeiro no final da tarde para um lago ou uma corrida até a praia. Não precisamos nos preocupar com a profundidade, ou o vento, ou muito de qualquer coisa. Nada de lidar com cabos de alimentação ou proteger todos os nossos pertences no grande barco. Se o sol está brilhando e a previsão parece boa, lançamos linhas e vamos; tudo o que precisamos fazer é embalar alguns sanduíches e pegar o protetor solar”.

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Na rotina semanal, um dos exercícios é puxar as garotas em um tubo no caminho para praias que estiverem mais vazias, ou com público mais espalhado. Quanto à rotina para o verão, os planos mudaram um pouco: para uma família que costuma viajar bastante, o objetivo de visitar as Bahamas ficou para um momento pós-pandemia. A alternativa, por enquanto, é manterem-se ocupados na Flórida mesmo, principalmente com as aulas e tutoriais online.

As compras de abastecimento da despensa são feitas a cada duas semanas. O que começou com o serviço de delivery, tornou-se um martírio, já que eles presenciaram várias entregas erradas ou com itens faltando. “Se uma ida rápida for necessária, um de nós irá, mas as crianças não vão a nenhuma loja. Felizmente, depois de morar em nosso barco por quase quatro anos, temos o armazenamento de alimentos planejado; sabemos como embalar a geladeira e fazer compras a cada duas semanas não tem sido um problema”.

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Uma dica valiosa que a família deu foi equipar a cozinha ao máximo. Ben explica que essa variedade de utensílios deixa o cotidiano na cozinha tão fácil quanto cozinhar em casa, embora essa rotina fique cansativa com o tempo. Quanto ao seu trabalho de testar e escrever sobre novos eletrônicos, o cenário já muda um pouco. Ele diz que sofreu com os inúmeros cancelamentos de eventos de fabricantes, anúncios de produtos e reuniões, e até o seminário sobre eletrônica marítima se transformou em um webinar de vários dias. Por outro lado, muitas avaliações sobre produtos continuaram normalmente, apesar do atraso no fornecimento de alguns deles, devido à escassez no mercado. A conclusão final de Ben é de que “cada dia que passa, parece que mais empresas estão descobrindo como operar em nosso cenário em mudança, então estou ouvindo mais e mais empresas”.

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Dentre os locais mais visitados, estão o rio Caloosahatchee, a Gulf Intracoastal Waterway e o Golfo do México, principalmente para os testes desses produtos dentro do Carver. “Tive a sorte de que no sudoeste da Flórida não houve restrições à navegação além da proibição de raftups, limites de capacidade e o fechamento de alguns parques e praias”.

Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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