Expedição de jet percorrerá 1000 quilômetros entre o Rio de Janeiro e Florianópolis

0
2782

Em vez de passar férias em uma bela praia de Santa Catarina, onde moram, e organizar passeios por águas calmas e abrigadas a bordo de seus jets, eles preferem enfrentar expedições mar adentro com uma boa pitada de perigo e emoção. Em 2013, o grupo de amigos, então formado por 11 pessoas, foi de Florianópolis a Angra dos Reis a bordo de nove jets e dois botes. Foram cinco dias de curtição, sufoco e aprendizado. Ao longo das quase 600 milhas que separaram as duas cidades, encararam largos trechos de mar aberto e mexido, chuva, pane seca, ondas de até 4 metros de altura e bancadas traiçoeiras de areia. Chegaram até a ser engolidos por umas ondas enormes. Sofreram um bocado. Mas também se divertiram. E ninguém ficou pelo caminho. Tudo isso pelo simples prazer de realizar uma travessia que poucos ousariam.

Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

Agora, praticamente, a mesma turma — engrossada pela entrada de quatro novos integrantes — prepara-se para refazer aquela jornada, desta vez cumprindo o roteiro no sentido contrário (de Angra para Florianópolis) e acrescido de 62 milhas, uma vez que a expedição terá início na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, onde os 15 amigos chegam de avião nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, sendo que nove deles embarcam em jets da Sea-Doo e seis em dois botes. Tempo estimado de expedição: 9 dias, entre a manhã desta sexta-feira (26 de fevereiro) e o fim de tarde do sábado 6 de março, quando o grupo espera desembarcar no Iate Clube Veleiros da Ilha. Percurso total: 621,37 milhas, ou 1 000 quilômetros!

“A curtição é ir aumentando o desafio, olhando agora a paisagem da direita”, conta Leandro Ibagy, um dos líderes do grupo, formado por 13 empresários, um diretor de cartório e um aposentado, com idades entre 21 e 59 anos. Com exceção de dois novatos, os demais acumulam experiência de mais de 20 anos de navegação com jets.

Leia mais:

>> Navegando em águas doces, médicos salvam vidas ribeirinhas na Amazônia

>> O casal que trocou o asfalto do Rio de Janeiro pelas águas do litoral brasileiro

>> Pai e filho passam horas construindo barcos a controle remoto: “É a nossa paixão”

Organizar uma aventura desse tipo exige avaliar riscos reais e antecipar problemas. Foi o que fizeram. “Todos os finais de semana desde dezembro foram utilizados na preparação física dos tripulantes. Fizemos inúmeras voltas à ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, um percurso que se assemelha ao que iremos percorrer diariamente”, explica Leandro.

“Daí que todas as regras de segurança já estão bem assimiladas pelo grupo. Iremos equipados com GPS e todas as rotas já traçadas e definidas, respeitando os limites de navegação dos equipamentos. Vale o axioma popular: vai ao mar, prepare-se em terra”, acrescenta ele.

O trajeto não poderia ser mais empolgante: das belas paisagens da Ilha Grande e Angra dos Reis ao Litoral Norte de São Paulo, passando por Paraty; de Ilhabela a Florianópolis, passando por portos como São Sebastião, Santos, Paranaguá, Itapoá e São Francisco; e por áreas de preservação como Juréia e Cananéia; e mesmo caminhos inusitados, como os canais de Bertioga e de Varadouro (ilha Comprida).

ROTEIRO & PLANEJAMENTO

25/02 (quinta-feira): desembarque no Rio de Janeiro (de avião);

26/02 (sexta): partida da Marina da Glória, no Rio, rumo a Ilha Grande;

27/02 (sábado): livre navegação pelas ilhas de Angra dos Reis)

28/02 (domingo):  Volta à Ilha Grande;

01/03 (segunda): de Ilha Grande a Ilhabela;

02/03 (terça): Volta em torno da Ilhabela;

03/03 (quarta): de Ilhabela a Itanhaém;

04/03 (quinta): de Itanhaém a Cananeia;

05/03 (sexta): de Cananéia a São Francisco do Sul;

06/03 (sábado): de São Francisco do Sul a Florianópolis, com chegada no fim de tarde no Iate Clube Veleiros da Ilha.

Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.

Sea Doo