Expedição de canoa havaiana cruza o temido Cabo de São Thomé e chega em Búzios

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Foto: Divulgação

A 4ª edição da Expedição Anamauê ultrapassou seu ponto talvez mais crítico neste último final de semana. A tripulação conseguiu cruzar o temido Cabo de São Thomé, na região de Campos, no Norte do Rio de Janeiro e, após passar por Macaé, aportou em Búzios, na praia de Manguinhos.

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Os velejadores/remadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo tiveram que ficar três dias parados na praia de Grussaí, em Barra de São João, no Rio, por conta de condições adversas de vento e do mar, e no sábado navegaram 140 km e 15 horas cruzando o Cabo de são Thomé e chegando em Macaé, no mais longo trecho até o momento.

Neste domingo, eles tiveram outro enorme desafio indo até Búzios. Apesar do trecho menor, a canoa havaiana apelidada de Jubarte sofreu avarias e a tripulação vai levar dois dias para reparar e ainda aguarda janela melhor do tempo para seguir viagem, prevista para quinta-feira (14).

Os remadores/velejadores já percorreram 900 km desde a saída de Arraial D´Ajuda, no dia 24 de dezembro, em um trajeto inédito e maior do país para uma canoa V6 de seis lugares com vela adaptada.

O próximo destino é Arraial do Cabo, ainda na Região dos Lagos, que deve ser o penúltimo antes da chegada na praia de Jurujuba, em Niterói (RJ).

“O sábado foi um dia longo, entramos no mar às 5 da manhã, quase não conseguimos entrar, tomamos ondas na cabeça, saímos, entramos de novo, chegamos em Macaé. Cruzamos o Cabo de São Thomé. Quase 140km, 15 horas de mar. Foi muito duro. Virou endurance mesmo. No domingo, mais um dia duro, mar mais casca grossa que enfrentamos até aqui. pegamos ventos muito difíceis de até 30 nós de través, testou limite psicológico e físico da galera depois de um sábado já bem complicado. O domingo foi bem desgastante, mas vencedor para o time. Depois de quatro horas lidando com ondas de mais de dois metros, 30 nós de vento, chegamos em Búzios com vinte minutos de lazer total, fazendo surfe da vida nas ondas. Foi uma batalha de uma vida com um oceano muito complicado.  Previsão de ventos muitos fortes essa semana. Só faltam mais dois dias. Ficaremos nesta terça e quarta buscando sair na quinta-feira bem cedo para chegar em Niterói no final de semana. Tentamos chegar antes, mas a janela de vento está complicada. Passamos dos 900 km, faltam cerca de 160 km, iremos passar dos 1000 km, agora é mais dois dias de viagem e vamos chegar. É a reta final”, disse o niteroiense Douglas Moura.

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A tripulação sofreu a baixa dos dois tripulantes de Regência (ES), Ranin Thomé e Dayana Gualberto tiveram que desistir e retornaram por terra para resolver problemas pessoais na cidade deles. A equipe foi prontamente substituída pelo bombeiro guarda-vidas niteroiense Guido Serafini e pelo carioca Francisco Viniegra, que rema há 15 anos e é atleta de canoa havaiana. A tripulação agora conta com três remadores de Niterói, dois cariocas e a capixaba Bárbara Guimarães.

Eles saíram no último dia 24, véspera de Natal, da sede da Canoa Polinésia Pataxó, em Arraial D´Ajuda, no sul da Bahia, com destino a Niterói (RJ), na praia de Jurujuba, na base do Centro de Estudos do Mar – CEM onde devem chegar no começo da próxima semana. O total percorrido será de 650 milhas náuticas, mais de 1 000 km.

Dos 18 dias de expedição até aqui, eles navegaram e remaram em doze deles. O primeiro destino foi a praia de Corumbau, no município de Prado (BA), depois desembarcaram na praia do Prado (BA). Condições ruins impediram que a tripulação saísse no dia 26. No dia 27, foram para Nova Viçosa navegando e remando por 80km. Na segunda-feira, tiveram que abortar a chegada na divisa com o Espírito Santo por uma tempestade e desembarcaram na praia de Mucuri, a Costa Dourada.

O último trajeto antes da virada do ano foi até Regência, o maior deles com 100km onde aportaram na base da Canoa Polinésia Pataxó, comandada por Ranin Thomé, um dos líderes da 4ª Expedição Anamauê. No dia 2, rumaram para a capital do Espírito Santo, Vitória. No dia 3, partiram em trajeto mais curto para Anchieta (ES) e, no dia 4, foram para o extremo sul do estado, em Marataízes (ES), até cruzarem a divisa com o RJ, na terça-feira passada, onde foram obrigados a ficarem três dias esperando as condições do mar melhorarem.

O trajeto é inédito percorrendo o litoral sul da Bahia, todo o litoral do Espírito Santo, Norte, Região dos Lagos no Rio de Janeiro. Os tripulantes estão dias inteiros no mar sem o auxílio de equipamentos eletrônicos, apenas bússola e carta náutica.

Ela está sendo feita por intermédio de uma canoa havaiana V6 adaptada com duas velas que ficou pronta em parceria com a CORE VA´A. A expedição pode ser acompanhada pelo aplicativo SPOT pelo link e também pelo instagram da equipe @anamauevaa.

Os atletas estão levando seus mantimentos e equipamentos de dormir para quando não tiverem abrigo poderem dormir nas praias mais remotas pelo litoral.

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