Sommelière da Evino, Jessica Marinzeck indica os vinhos que não podem faltar em um barco

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Com talento, carisma e um enorme conhecimento sobre o ofício, Jessica Marinzeck conquistou o posto de sommelière da Evino, maior importadora de vinhos do Brasil e principal e-commerce da América Latina, com mais de 1 milhão de clientes, um marco na história do e-commerce.

Com o dom de se expressar em uma linguagem acessível e didática ao falar sobre vinhos, Jéssica conquistou essa posição pela capacidade de compartilhar seus conhecimentos sobre a mais viva das bebidas com iniciantes e iniciados.

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Formada em artes plásticas, a paulistana entrou no mundo do vinho há 8 anos, por gosto, vocação e formação — e que formação: Jéssica se certificou pela Court of Master Sommeliers e pela Wine & Spirit Education Trust (WSET Diploma), de Londres. Sem contar uma série de cursos de especialização.

Foto: Jussara Martins

Em 2019, Jessica foi considerada um dos 50 nomes para o futuro do vinho no mundo pela Future 50, lista elaborada pela International Wine & Spirits Competition (IWSC) e pela WSET em celebração de seus 50 anos. Com mais de 600 nomes indicados, figuraram na lista apenas três nomes sul-americanos e dois brasileiros.

Jessica Marinzeck é sommelière da Evino, maior importadora do Brasil de vinhos provenientes da Itália, França e Espanha, e principal e-commerce de vinhos da América Latina

Antes, sua familiaridade com a bebida se limitava a experiências eventuais. Novas nuances se abriram quando ela começou a trabalhar como comissária de bordo da Emirates, principal companhia aérea dos Emirados Árabes. “Fui morar em Dubai, e comecei a viajar pelo mundo. Lembro que em uma das minhas primeiras férias na Emirates visitei vinícolas da África do Sul, e isso começou a virar um hobby”, conta Jéssica, que já experimentou vinho em 51 países diferentes.

A experiência contribuiu para transformar o prazer de tomar uma taça de vinho em uma grande e eletrizante paixão. Daí até virar especialista no assunto foi um pulo. “Fui morar em Malta, uma ilha perto da Sicília, e comecei a trabalhar como sommelière em um restaurante. Depois, passei para a parte de vendas de uma importadora”, explica Jéssica, detalhando sua trajetória inicial pelo mundo do vinho.

Ao mesmo tempo, ela começou a fazer o curso da WSET, em Londres, chegando ao nível mais alto, chamado de Diploma, que exige dois anos de estudos. “O currículo vai desde a produção das uvas, com aulas práticas, no vinhedo, até a parte mercadológica, com a construção de uma marca. Isso me abriu bastante a mente para o segmento de negócios”, conta Jéssica, que hoje tem o status de uma das melhores sommelières do país.

Foto: Jussara Martins

A entrada na Evino, importadora criada em 2013, foi o próximo capítulo. Desde o início, a empresa — comandada por Marcos Leal e Ari Gorenstein, os dois CEOs — apostou na educação do seu público, com informações sobre receitas e harmonizações, para aumentar as vendas e popularizar o negócio. Jéssica, então, adotou a estratégia de desmistificar e simplificar o vinho, tirando dele a pesada armadura de dogmas, regras, tabus e rituais. Além disso, como sommelière, assumiu a missão (a um só tempo doce e espinhosa) de eleger os rótulos que a empresa vai trazer para o Brasil, entre todos os vinhos disponíveis no mundo.

A atuação de Jessica como sommelière, educadora (ela também dá aulas sobre vinhos) e empreendedora, com experiência em seleção, negociação e importação contribuiu para a Evino alcançar e consolidar sua liderança no país e na América Latina, apostando todas as fichas no e-commerce.

Para Jessica, os vinhos que mais combinam com o astral a bordo, com o sol refletindo na água e a brisa soprando, são os brancos, rosés e espumantes

Em 2017, vislumbrando um futuro como empreendedora, ela deixou a Evino e, em 2018, abriu uma empresa própria, que contou com um quiosque de vinhos em um shopping center da Avenida Paulista, no qual imprimiu seu estilo, sem regras antiquadas nem palavras difíceis. No mesmo ano, criou o projeto Beverage Business Meetup, que contou com importantes nomes do universo das bebidas, dialogando com o público em workshops exclusivos sobre marketing, tendências e mercado.

Sua aposta em conteúdo coincidiu com os planos da Evino, que via ali uma iniciativa certeira para atrair novos clientes. E Jéssica foi convidada a voltar, em 2020, passando a ser a porta-voz da empresa nas plataformas das redes sociais, aliadas poderosas em qualquer estratégia de e-commerce. “Dentro do conteúdo, desenvolvemos diversas frentes, começando pelo nosso canal no YouTube, onde postamos um vídeo novo a cada semana, e pelas lives no Instagram, também uma vez por semana, em que contamos com um público fiel, que nos dá uma resposta muito boa”, explica.

A Evino também oferece cursos gratuitos, em que Jéssica ensina como são feitos os mais diferentes tipos de vinho, descreve as características das uvas usadas na produção da bebida (tintas brancas) e revela os princípios e os segredos da harmonização — este, um dos assuntos preferidos dos clientes, junto com a degustação. “O consumidor tem muito medo de errar na hora da compra. O nosso objetivo é deixá-lo mais seguro para fazer suas escolhas”, conta a sommelière. Para se ter uma ideia dessa sede de informações, o curso mais recente recebeu mais de 10 mil inscrições!

Mesmo cuidando do conteúdo, Jéssica não descuida do portfólio de vinhos da empresa. Por suas mãos passam entre 200 e 300 rótulos (oriundos de todas as grandes regiões vinícolas do mundo, desde os tintos leves, da América, até os grandes clássicos franceses, passando por marcas “fora da caixinha”, provenientes de países como Marrocos, Grécia, Romênia e Hungria) que a Evino mantém em estoque.

Além de conhecedora de vinho, Jéssica é uma grande apreciadora do valioso líquido, professando preferência ora pelos tintos (como o espanhol Ferrer Bobet, do qual se confessa fã), ora pelos brancos (como o levíssimo italiano ZioBaffa Pinot Grigio, uma joia da Sicília perfeita para acompanhar frutos do mar e carnes brancas em geral). “No meu dia a dia, tenho consumido mais os vinhos brancos, que em alguns casos são tão complexos, ou mais, que diversos os tintos. São vinhos surpreendentes”, diz ela.

Dizem que existe um tipo de vinho para cada momento. No caso de um passeio de barco, os vinhos que mais combinam com o astral a bordo, com o sol refletindo na água e a brisa soprando do mar, são os brancos, rosés e espumantes, que harmonizam com peixes e frutos do mar. Mas esse mandamento da gastronomia não pode ser levado a ferro e fogo.

“Existem alguns peixes que são mais encorpados, e como tais combinam bem com tintos mais leves, como os feitos com as uvas pinot noir ou gamay”, explica a sommelière. Assim, em uma adega náutica também não podem faltar alguns tintos, para quebrar o friozinho da noite ou para acompanhar alguns pratos.

10 rótulos importados pela Evino para brindar a bordo

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