Aluna da Escola de Vela de Ilhabela divide barco com Lars Grael

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Aluna da Escola de Vela de Ilhabela divide barco com Lars Grael
Marina de Jesus Santos, de 15 anos, no centro, está a bordo do veleiro comandado por ninguém menos que medalhista olímpico Lars Grael

Maior iniciativa no Brasil de uma instituição de ensino do esporte que mais medalhas de ouro trouxe para o Brasil na história olímpica, a Escola Municipal de Vela Lars Grael, de Ilhabela, tem 167 alunos, de 8 a 17 anos. Entre 25 e 30 deles já estão competindo. Dez deles, nesta edição da Semana de Vela de Ilhabela, a maior competição de barcos de oceano da América, em número de participantes.

É a oportunidade de dividir a raia com velejadores olímpicos consagrados, como Henrique Haddad (Gigante), Samuel Albrecht, Geison Mendes, Gustavo Thiesen e Lars Grael. Às vezes, dividir até o mesmo barco. É o caso de Marina de Jesus Santos, de 15 anos, que está a bordo veleiro comandado por ninguém menos que medalhista olímpico Lars Grael: o Aries IV/BMW Motorrad (classe ORC).

Aluna da Escola de Vela de Ilhabela divide barco com Lars Grael

“Tem sido uma experiência incrível. Na primeira regata, fiquei apenas ajudando a recolher as velas balão e genoa, pela gaiuta. Depois, passei a ficar ao lado do próprio Lars, ajudando na hora dos jibes”, conta a velejadora da escolinha, referindo-se ao bordo de popa, manobra que consiste em passar a vela principal para o outro bordo do barco.
É a estreia de Marina na vela oceânica. Antes, ela disputou a Semana de Monotipos por três vezes, na classe 420. “Comecei a velejar por incentivo de um amigo do meu pai, quando eu tinha 12 anos. Ninguém da minha família é velejador. Foi mais por lazer mesmo. Gostei bastante. Quando fui ver, já estava competindo”, lembra ela, que atualmente treina todos os dias úteis da semana, dividindo o tempo entre a escola e o esporte.

Aluna da Escola de Vela de Ilhabela divide barco com Lars Grael

Essa, aliás, é única exigência da Escola de Vela (cuja estrutura está montada na praia do Pequeá) para aceitar a matrícula de novos alunos: estar matriculado em uma escola da ilha. O objetivo é a inclusão sociocultural. A maioria dos alunos é formada pela rede municipal de ensino. As aulas de vela são gratuitas e ministradas por grandes nomes do esporte. No fim de 2017, o secretário de Esportes, Beto de Mazinho, contratou para o comando da escola o gaúcho Xande Paradeda, campeão mundial de Snipe, que veio de Porto Alegre diretamente para Ilhabela.

“Temos o nível básico, com o pessoal que está aprendendo a velejar, e depois começa a equipe de competição, com alunos nas classes Optimist, 420 e Snipe”, explica Xande. “Nunca cobramos resultado, mas sim empenho”, garante. Entre os destaques da atual turma treinada por ele estão Matheus Oliveira e o Rafael Pereira, que que competiram no Mundial Júnior de Snipe; Alex Kuhl, no de Optimist; e Douglas Said, que está no Campeonato Norte-Americano, junto com a seleção brasileira sub-15.

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Sem contar a turma que compete nesta edição (46ª) da Semana Internacional de Vela de Ilhabela: Rafael Pereira, Matheus Oliveira, Pedro Henrique Garcez e Handrey Cantini, além da já apresentada Marina de Jesus. Pedro e Handrey estão competindo no mesmo barco, o Newport, do comandante Ruy Mendes Vita, que lidera a classe Bico de Proa C. Em matéria de bom início, nada melhor.

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