Semana de Vela de Ilhabela e Yacht Club de Ilhabela celebram o dia internacional da baleia

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Foto: Julio Cardoso

A data foi definida no ano de 1986, quando a IWC (Comissão Baleeira Internacional) colocou em vigor a moratória global proibindo a caça de baleias. A ideia era acabar com a matança e o uso comercial, mas a prática segue em alguns países até hoje.

A Semana de Vela de Ilhabela é um dos poucos eventos esportivos do mundo que alerta para a preservação ambiental e principalmente para a baleias. A raia das regatas é frequentemente dividida com as jubartes e outras espécies que estão em período de reprodução rumo as águas quentes do Nordeste. Desde 2016, a SIVI registra aparições recordes de baleias na região de Ilhabela e São Sebastião a partir do mês de abril até setembro.

Segundo Julio Cardoso, especialista em meio ambiente da SIVI e do Yacht Club de Ilhabela, a moratória de 1986 foi um grande avanço e teve início a recuperação de várias espécies de baleias. ”No entanto, o Japão e alguns outros países como a Noruega e a Islândia conseguiram aprovar uma janela onde por todos estes anos seguiriam caçando e matando uma determinada quantidade de baleias para fins científicos. Na época do nazismo isto se fazia com seres humanos”, relata.

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No ano passado, o Brasil sediou a 67ª Reunião da IWC (Comissão Baleeira Internacional) e a maioria dos países membros aprovou uma proposta que reafirma a moratória de proibição da caça comercial de baleias em águas internacionais e também decidiu não mais aceitar a matança das baleias para fins científicos.

”A ciência hoje tem métodos modernos de estudo que não justifica ter que matar as baleias para estuda-las! Com isso, o Japão decidiu sair da IWC “em protesto” por não mais poder matar baleias pelo mundo e infelizmente as segue matando, mas apenas confinado em suas águas territoriais. As baleias jubarte sobreviveram a essa matança que quase as extinguiu em nossa região e hoje estão retornando em numero cada vez maior a nossa costa de Ilhabela e São Sebastião”, finaliza.

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