Copa Brasil de Vela

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Terminou neste sábado na praia de São Francisco, em Niterói, a segunda edição da Copa Brasil de Vela. Mais de 160 velejadores, de mais de 20 países estiveram presentes nos sete dias de evento. Com a disputa das medal races (ou regatas da medalha) bem pertinho do público, foram definidos os campeões das dez classes que estarão nos Jogos do Rio 2016.

As primeiras classes a irem para a água foram a 49er e a 49er FX. Como o vento demorou a entrar, as largadas foram dadas com mais de 2h de atraso. Na raia mais próxima da praia, as meninas fizeram a torcida sofrer com o vento rondado e ainda bastante fraco. No final, as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duelz venceram a regata e ficaram com o título da competição. Martine Grael e Kahena Kunze foram segundas na regata e ficaram com a medalha de prata. Entre os homens, o título ficou com Marco Grael e Gabriel Borges, que também venceram a regata da medalha.

As classes seguintes foram a RS:X masculina e Nacra 17, que não teve nenhum representante brasileiro. Entre as pranchas, Ricardo ‘Bimba’ Winicki foi quinto colocado na regata que tem peso dois, e fechou a sua participação na Copa Brasil em quarto. O vencedor foi o inglês Nick Dempsey, prata em Londres 2012.

Na classe Nacra, nenhum representante brasileiro. O título ficou com os franceses campeões mundiais Billy Bresson e Marie Riou.

Assim que as regatas acabaram, o vento baixou novamente e os velejadores tiveram que esperar mais um pouco antes da largada das classes RS:X feminina e Finn. A raia mais próxima da praia permaneceu no mesmo local, porém a outra teve que ser mudada mais para perto do morro do Morcego por conta de uma rondada no vento.

Entre as meninas, Patricia Freitas garantiu a medalha de prata ao terminar em quinto na medal race. A campeã foi a inglesa Bryony Shaw.

Entre os homens, o inglês Giles Scott já tinha garantido o ouro nesta sexta-feira, mas ainda assim quis velejar no sábado e venceu também a regata da medalha. “O vento não estava muito bom, mas fiquei feliz de conseguir vencer a medal race. Vencer as duas edições da Copa Brasil e o Evento teste, em agosto, com certeza me deixou mais confiante para as Olimpíadas”, disse o campeão mundial.

Nas duas regatas seguintes, mais uma vez com vento fraco, veio a primeira medalha de ouro do Brasil. As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan confirmaram o bom desempenho durante a semana e ganharam também a medal race. “Foi um campeonato bem difícil, com condições diferentes, com raias bem particulares dentro e fora da baía. Conseguimos manter uma boa média durante a semana e acho que isso nos levou a ganhar o campeonato. Foi um presente do papai Noel, para encerrar o ano. Ainda mais por ter sido na raia olímpica, então é um ótimo sinal”, disse Ana.

Entre os homens do 470, os vencedores foram os campeões mundiais Mathew Belcher e Will Ryan. A dupla, que venceu também o Evento Teste, volta confiante para casa. “Foi um dia complicado, voltamos da água quase às 17h, quando deveríamos ter ido para a água às 13h. O vento estava bastante rondado e fomos segundos na medal race, mas fizemos o que tínhamos que fazer para vencer. Treino nunca é demais, apesar de velejarmos bem relaxados aqui, mas a ideia é nos acostumar o máximo possível com a raia do Rio de Janeiro”, disse Belcher.

A última classe a ir para a água foi a Laser. No masculino, Scheidt provou por que é uma lenda viva e, ao cruzar a linha de chegada na terceira colocação, garantiu mais um título na carreira. “Foi uma regata muito complicada, não larguei muito bem e na penúltima perna tive que tomar uma decisão difícil, que acabou dando certo e consegui passar o holandês Rutger Van Schaardenburg, que estava na briga pelo título. Estou aliviado agora. Este ano foi bem duro pra mim, não tive resultados excepcionais e ganhar aqui na raia olímpica é sempre uma afirmação que estou no caminho certo”, disse Scheidt.

Já as meninas foram as que mais sofreram com o vento rondado e fraco. No final, o título ficou com a belga Evi Van Acker.

Foto: Fred Hoffmann/Divulgação

 

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