Contrato da Marinha com estaleiro de Itajaí terá investimento de R$ 6,4 bi

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Foto: Divulgação

O Município de Itajaí, em Santa Catarina, provou mais uma vez seu potencial para receber investimentos e conduzir grandes projetos. O Estaleiro Oceana, instalado na cidade, é uma das empresas participantes do Consórcio Águas Azuis, vencedora da licitação para construir quatro corvetas para a Marinha do Brasil. O investimento é cerca de R$ 6,4 bilhões (U$ 1,6 dólares, previstos no edital) com a geração de até oito mil empregos, sendo dois mil diretos e seis mil indiretos.

O Consórcio Águas Azuis também é formado pela empresa alemã Thyssenkrupp Marine, que no início deste ano esteve em Itajaí com representantes do consulado germânico. “Conheceram nosso Porto, se interessaram sobre os investimentos na prevenção das cheias, observaram o potencial da cidade, a qualidade da nossa mão de obra e a força da nossa recuperação econômica”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Giovani Testoni. Ele ainda destaca a qualidade e a disponibilidade da mão de obra do setor naval em Itajaí.

“Já somos o Polo Náutico do Brasil e a Capital Catarinense da Construção Naval e Turismo Náutico e agora seremos referência em toda a América do Sul”, comenta o prefeito de Itajaí Volnei Morastoni. “Esse é mais um passo da retomada da nossa economia, com o Porto, a pesca e a construção naval”, ressalta Morastoni.

“O importante em trazer esse projeto de construção das corvetas para Itajaí é o legado que fica e as portas que se abrem”. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, outros investimentos deverão surgir na esteira desse novo projeto. Uma das áreas em crescimento e com potencial de novos investimentos em Itajaí é a logística, segmento em que a cidade também é referência nacional.

O Porto de Itajaí também será outro beneficiado. A importação dos equipamentos estrangeiros utilizados na construção e desembarcarão aqui. “São barcos específicos com tecnologia avançada e inclusive com segredos de Estado, já que são navios de guerra”, detalha Giovani.

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O projeto de U$ 1,6 bilhão (aproximadamente R$ 6,4 bilhões) e mais de dois mil novos empregos diretos e seis mil indiretos é da Marinha do Brasil. Um processo licitatório de mais de 200 itens reconheceu o Consórcio Águas Claras como vencedor para a construção de quatro corvetas da classe Tamandaré.

O Estaleiro Oceana aguarda os detalhes de sua participação com a Embraer, principal responsável pelo projeto. As embarcações terão 107,2 metros de comprimento, 15,95 de boca (largura) e 5,2 metros de calado (profundidade). Cada corveta contará com quatro motores, canhões, metralhadores, sistemas de lançamento de mísseis, torpedos e despistamento.

O Estaleiro Oceana em Itajaí utiliza uma área de 310 mil m². Utiliza os mais modernos processos de construção e instalação para empregar mais de 1000 funcionários na construção de até seis navios por ano. De acordo com o Grupo CBO, dono do estaleiro, Itajaí foi escolhida por sua notável vocação para construção naval, disponibilidade de mão-de-obra treinada e localização privilegiada em relação à cadeia de fornecedores e clientes.

O grupo é uma empresa de navegação com foco na construção e operação de embarcações de apoio offshore de médio porte, além de embarcações de inspeção e construção submarina. A empresa tem sede em Niterói e unidades em Macaé e Itajaí.

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