Entrevistamos o novo comodoro do Iate Clube de Caiobá, um dos mais importantes do Brasil

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Troca de comando: à direita, o novo comodoro José Nolar Schaedler Junior, que sucede a Luciano Roberto Cartaxo Moura (à esquerda)

Filho de um dos pioneiros do Iate Clube de Caiobá — seu pai, de quem herdou a paixão pelo mar, tem título de sócio desde 1967 e ainda hoje, aos 80 anos, mantém uma lancha de pesca —, José Nolar Schaedler Júnior frequenta o tradicional clube de Caiobá, no Paraná, desde criança. “Ainda lembro do nosso primeiro barco, um Forbeck de madeira, de 18 pés, que depois foi trocado por uma Carbrasmar de 21 pés”, recorda ele, que atualmente tem uma clássica HD 7.9.

Ao longo dos anos, fez dos amigos do clube (um dos mais importantes do Brasil, com cerca de 1 200 associados e fundado em 1961) a sua segunda família. Assim, nada mais natural que em algum momento “Tuco”, como o empresário do setor de transportes (sua família comanda a Viação Graciosa) é chamado pelos amigos, assumisse o seu posto de comando.

Foi o que aconteceu no dia 27 de junho último, em uma cerimônia de posse realizada no Graciosa Country Clube, em Curitiba. Eleito por unanimidade, José Nolar Schaedler Junior, de 56 anos, é o novo comodoro do Iate Clube de Caiobá, sucedendo a Luciano Roberto Cartaxo Moura, de quem herdou o clube com as finanças em dia e a contabilidade organizada. E promete manter a estabilidade, como conta nesta rápida entrevista.

1 – Qual a primeira ação que o senhor pretende fazer como comodoro?
Depois de rezar? (risos) A primeira coisa, seria torcer para que estivesse tudo em ordem. Mas, felizmente, já sei que está. Tive a felicidade de o comodoro anterior ter deixado o iate em condições financeiras muito boas. Esse é um ponto muito favorável. Outro ponto é que até pouco tempo havia uma fila de espera de vagas. Com as obras realizadas pelo comodoro anterior, agora há vagas, tanto para lanchas quanto para jets e veleiros. São 30 novas vagas.

2 – Quais serão as suas prioridades?
O mandato anterior foi um mandato de obras. Nesse sentido, o sócio náutico está muito bem atendido. Agora, eu quero melhorar área de serviços, para atender aquele sócio que curte a sede, gosta do clube, mas não tem barco. Para isso, vou melhorar as sedes. Na Praia Mansa, por exemplo, quero fazer um beach club, um misto de bar, balada e restaurante, com acesso à areia. Ou seja, um lounge em torno de uma piscina, com atendimento estendido à praia. A ideia é atrair os jovens. Para isso, é necessário uma competente gestão de serviços.

3 – Qual o critério para admitir um novo associado?
Somos um clube muito democrático. Temos 1 200 sócios, 60% dos quais não têm barcos e os 40% restantes são donos de lanchas. Veleiros, são apenas três. Evidentemente, há uma seleção para admissão, de acordo com as regras estatutárias. A proposta fica 15 dias em observação, para alguém contestar. Atendendo aos pré-requisitos, é feita uma votação pela diretoria.

4 – O seu pai deve estar orgulhoso de você, não é?
E muito. Ele atualmente é conselheiro. Mas sempre foi da diretoria do Iate Clube de Caiobá. Só não foi Comodoro. Então, imagina a felicidade dele agora.

Eleição Comodoro Iate Clube Caiobá 2019

 

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