Confira a histórica travessia entre o Caribe e o Brasil sem usar o motor na edição do mês

Por: Redação -
21/07/2017
Foto: Arquivo Pessoal

Maluco. Foi o que pensaram, ou disseram, alguns velejadores brasileiros que se encontravam no Caribe ao saber que o fluminense Luciano Guerra, como capitão do barco, na condição de delivery, pretendia soltar as amarras de um veleiro Kiribati de 36 pés e, sem a ajuda do motor, rumar diretamente para o Brasil, como pouquíssimos ousaram e ninguém conseguiu concluir sem gastar um caminhão de dinheiro com a compra de diesel.

Ele planejava voltar para casa na “contramão”, ou seja, no sentido contrário aos ventos e às correntes marítimas predominantes, que se deslocam de leste para oeste, à razão de 3 a 4 nós. Especialista em meteorologia náutica, Luciano sabia — quando apontou a proa rumo a Fernando de Noronha na ilha caribenha de St. Martin — que o segredo para vencer os fatores climáticos adversos da região estava em aproveitar uma corrente favorável, de deslocamento para leste, cuja existência a maioria dos velejadores ignora e, por isso, na hora de voltar para o Brasil, acaba seguindo antes até a Europa para, só então, alcançar a nossa costa.

Esse fluxo favorável tem nome: Contracorrente Norte Equatorial, uma espécie de rio de água salgada que corre para leste e que está posicionado exatamente entre as duas outras correntes (essas sim, familiares aos velejadores) que fluem para oeste: a Corrente Norte Equatorial (NEC) e a Corrente Sul-Equatorial (SEC). A história completa você confere na edição do mês de Náutica, disponível nas principais bancas e livrarias do país, na loja online e, também, na versão digital.

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