Casal britânico processa estaleiro dinamarquês por mau cheiro em seu veleiro. Entenda

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X-Yachts, modelo X4.3 - Imagem: X-Yachts

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O veleiro X4.3, batizado de “Silver X”, vem causando dores de cabeça a um casal de milionários londrinos que o adquiriram em 2017. David Huber e sua namorada Elena Lieskovska, gastaram 500 mil libras, mas alegam que a nova aquisição está tomada de defeitos: um leme oscilante e forte cheiro de enxofre vindo da torneira da cozinha.

Segundo o jornal inglês Daily Mail, o casal já levou o caso para o Supremo Tribunal de Londres e está processando o estaleiro X-Yachts, da Dinamarca. Agora, eles exigem seu dinheiro de volta mais uma indenização.

Sobre os defeitos, o relatório de um especialista e dos advogados do casal apontam que o problema veio desde a construção do iate. As águas do estuário de Haderslev, situado ao lado do estaleiro dinamarquês, estavam contaminadas com sulfeto de hidrogênio, formado a partir de atividades bacterianas, e fizeram com que os sistemas de água do mar do Silver X se contaminassem.

Tecnicamente, isso significa que a camada protetora anti-incrustante do Silver X agora está “inadequada para uso”, criando um grande risco de corrosão. A única maneira segura de eliminar esse risco seria através de uma reforma ampla e cara, afirmam os advogados do casal.

Interior do iate, modelo X4.3 – Imagem: INautia

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Além disso, em 2018,  Huber navegava a favor do vento quando observou problemas com o leme. Segundo Kokelaar, um dos advogados do casal, o leme foi danificado antes de ser instalado, não se encaixa bem nos rolamentos e gera uma “inclinação extrema”, o que o torna inadequado para navegar.

Visto todos esses problemas, que “tiram o prazer de navegar” do casal, eles não desejam apenas serem ressarcidos do valor total da embarcação (500 mil libras), mas esperam, ainda, receber alguma quantia por danos morais. No entanto, a X-Yachts nega que o iate foi entregue diferente de como estava no contrato. A briga agora é judicial e, a princípio, será julgada ainda neste ano.

Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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