Definidos os campeões da Transat Jacques Vabre Normandie Le Havre 2019

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Foto: Jean-Marie Liot

A edição 2019 da Transat Jacques Vabre Normandie Le Havre definiu todos os campeões nas três classes inscritas na que é considerada maior regata em duplas do mundo. Na madrugada desta quinta-feira (14), em Salvador (BA), o barco Crédit Mutuel tripulado pelos franceses Ian Lipinski e Adrien Hardy foi coroado campeão da categoria Class40.

A prova teve ao todo 8 mil quilômetros e largou de Le Havre, na França, com 59 barcos, sendo 27 da Class40. Além do Crédit Mutuel, os outros campeões foram: Groupe GCA – Mille et un sourires, na Multi50, e Apivia, na IMOCA. O Crédit Mutuel fez o percurso em 17 dias, 16 horas e 21 minutos. “Foi uma regata bastante estratégica no início e depois velocidade pura. O barco mostrou que está ótimo, quando acelerava nunca parava”, comentou o velejador Ian Lipinski, que fez sua estreia na competição.

Seu parceiro, Adrien Hardy, participou uma vez da Transat em 2015, quando terminou em sexto na classe IMOCA. “Nunca é óbvio o que pode acontecer em um transatlântico, é cheio de surpresas. É verdade que fiquei surpreso com a velocidade do barco, que foi incrível”, disse Adrien Hardy.

A dupla francesa Ian Lipinski e Adrien Hardy conseguiu mais uma façanha antes de atracar Baía de Todos-os-Santos. Na passagem pelos ventos alísios do Atlântico, o novo modelo da Class40 (lançado em agosto desse ano pela construtora JPS) navegou 415,86 milhas a uma velocidade média de 17,3 nós. Foi a quebra de recorde de milhas percorridas em 24 horas. A marca antiga era de 377,7 milhas náuticas VandB de 2017.

São agora 21 veleiros na Class40 que percorrem a Rota do Café no momento. Seis barcos da categoria tiveram que abandonar a competição: BeijaFlore, Entraide Marina- ADOSM, Kiho, Lamotte – Module Creation e SOS Mediterranee. A Transat Jacques Vabre chega ao Brasil pela oitava vez, sexta em Salvador.

A regata é realizada de dois em dois anos e sempre navega até um país produtor do café. A edição 2019 é a 14ª de sua história. A saída ocorre invariavelmente de Le Havre, na região francesa da Normandia. As duplas enfrentam duras condições de mar no início da prova, como a passagem pelo Canal da Mancha e Golfo de Biscaia.

Na descida pelo Atlântico, a passagem pelas ilhas ibéricas e a costa africana sempre reserva surpresas, bem como a difícil navegação pelos Doldrums, zona de convergência intertropical próximo à Linha do Equador com ventos quase que indecifráveis. A competição tem previsão de ir até quarta-feira (20), quando chegará o último Class40.

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