Apoteose na linha de chegada da Vendée Globe: o campeão não terminou em primeiro

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Yannick Bestaven, na chegada a Les Sables d'Olonne - Imagem: Reprodução/Nauta360

O suspense apareceu até a linha de chegada. Um resultado histórico para a Vendée Globe. Nunca tantos capitães tiveram a chance da vitória poucas horas após completar uma circunavegação de 80 dias e 25 mil milhas (46 300 km) do planeta. O troféu fica na França, nas mãos de Yannick Bestaven, mas a noite ficou marcada com sustos e reviravoltas.

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Em resumo: Charlie Dalin foi o primeiro capitão a cruzar a linha de chegada, mas não foi o vencedor; Boris Herrmann colidiu com um barco de pesca e acordou do sonho de ser o primeiro campeão não francês e Yannick Bestaven que chegou na terceira posição, acabou se tornando o vencedor.

Dalin foi o primeiro a terminar a Vendée Globe, mas pela primeira vez na história da regata isso não foi suficiente para se proclamar campeão. Yannick Bestaven recebeu um bônus por ter resgatado Kevin Escoffier, cujo navio se partiu em dois na entrada do Oceano Índico. Bestaven não precisava ter desviado sua rota, mas o fez e salvou o companheiro. Boris Herrmann também esteve envolvido no resgate, mas o bônus dado ao francês foi maior.

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Visando compensar o tempo e a distância perdidos pelos skippers, o Júri Internacional da regata decidiu reduzir o tempo total dos envolvidos: seis horas a menos no caso de Hermann e dez horas para o francês que se consolidou campeão da regata mais insana da história da Vendée Globe.

Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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