Cabanga e Frevo promovem II edição da Regata Prático Nelcy Campos

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Foto: Tsuey Lan Bizzocchi

O Cabanga e a Flotilha Recifense de Veleiros de Oceano (Frevo) realizam, no neste sábado (11), a II Regata Prático Nelcy Campos, com partida às 11h, do Marco Zero do Recife. O evento, que já conta com 20 bracos confirmados, homenageia o prático Nelcy da Silva Campos, que há 31 anos salvou o Recife de uma tragédia, ao rebocar para alto mar um navio carregado de combustível em chamas e que poderia explodir o parque de tancagem do Porto do Recife.

A abertura oficial do evento será na sexta-feira (10) com uma homenagem ao Herói pernambucano contemporâneo Nelcy da Silva Campos, feita pelo Comodoro Delmiro Gouveia, no Cabanga. Haverá também uma apresentação sobre a importância da profissão Prático da Barra para o desenvolvimento econômico de uma região, além do destaque da experiência do governador Roberto Magalhães na condução da resolução do incêndio do Navio Jatobá, no Porto do Recife.

A partida da II Regata Prático Nelcy Campos será às 11h, do Marco Zero do Recife, com chegada prevista para as 13h no mesmo local. A partir das 14h haverá a entrega da premiação aos ganhadores e, na sequência, uma grande confraternização com os participantes, convidados e autoridades.

No dia 12 de maio de 1985, Nelcy da Silva Campos rebocou para longe da costa o navio petroleiro Jatobá, que pegou fogo e cujas chamas ameaçavam explodir o Parque de Tancagem do Brum, onde estavam armazenados 153 mil metros cúbicos de produtos inflamáveis.

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A situação de risco começou por volta da 1h30 da madrugada de um domingo, quando um dos três tanques do navio explodiu, deixando a embarcação em chamas. Atracado no Porto do Recife, o petroleiro carregava 1.500 toneladas de gás butano, conhecido como gás de cozinha.

O pior é que o incêndio e as explosões em série poderiam atingir o Parque de Tancagem do Brum, que estava a 500 metros do petroleiro e armazenava mais de cento e cinqüenta mil metros cúbicos de produtos inflamáveis.

Todo o efetivo do Corpo de Bombeiros do Recife foi mobilizado para combater o incêndio, mas os homens não conseguiram debelar as chamas, que chegavam a 20 metros de altura. A situação era tão grave que o então governador de Pernambuco, Roberto Magalhães, foi acordado às presas e teve que deixar o Palácio do Campo das Princesas, onde morava, localizado no Bairro da Boa Vista.

Foi nessa situação que o prático da barra Nelcy da Silva Campos, então com 54 anos, foi chamado às pressas em sua casa pelas autoridades responsáveis pela Capitania dos Portos. Ele chegou ao porto por volta das duas horas da manhã e, com a ajuda de alguns auxiliares, começou um perigoso trabalho. Depois de muitos esforços e manobras perigosas, o petroleiro foi deixado à deriva a aproximadamente cinco quilômetros da costa.

Nelcy da Silva Campos nasceu no Recife no dia 21 de janeiro de 1931. Trabalhou durante 25 anos como prático, ofício que aprendeu com o pai. Morreu no dia 27 de setembro de 1990 no Recife.

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