Brasileiros conquistam quatro flotilha ouro no Mundial de Optimist

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Juan Ignacio Sienra/CBVela

O futuro da vela brasileira mostrou muito trabalho e começou bem o Mundial de Optimist, disputado no Famagusta Nautical Club, na cidade de Limassol, no Chipre. Quatro dos cinco velejadores do país conquistaram a flotilha ouro na disputa individual, ficando, portanto, entre os 64 melhores da competição. Erick Carpes foi o brasileiro melhor colocado, em 27º lugar dentre os 264 competidores. Lorenzo Balestrin foi o 45º, enquanto Mathias Crespo o 54º, e Leonardo Crespo o 61º. Bernardo Martins terminou em 162º.

“O campeonato mundial está apresentando uma raia com ventos oscilantes, diferenças de pressão de vento bastante marcadas e maré com intensidade que é determinante na hora de planejar a táctica e estratégia por parte de nossos atletas”, ressaltou Juan Ignácio Sienra, coordenador técnico da Vela Jovem e chefe da equipe na competição. “Tivemos três dias de ventos suaves e fechamos a primeira instância de classificação, atingido o objetivo de ter quatro velejadores dentro da flotilha de ouro. Estes jovens atletas estão demostrando muita disciplina, garra, e têm uma excelente base técnica, que nos ajuda a detectar que tenham todas as ferramentas para serem futuros atletas de nossas equipes de vela jovem Sub-19, o que é muito importante”.

A equipe brasileira está há pouco mais de uma semana no Chipre, onde fez uma aclimatação antes do Mundial de Optimist. Além de Juan Ignácio Sienra, o país conta ainda com o treinador Felipe Novello como responsável pelo comando técnico. A delegação reúne velejadores de quatro clubes diferentes: Clube dos Jangadeiros/RS (Lorenzo Balestrin), Veleiros do Sul/RS (Erick Carpes), Clube Naval Charitas/RJ (Bernardo Martins) e Iate Clube do Rio de Janeiro/RS (Leonardo Crespo e Mathias Crespo).

Na vela, a classe Optimist é a porta de entrada, já que se trata de uma embarcação de pequeno porte, para crianças de até 60 kg. O Campeonato Mundial terá disputa individual, encerrada nesse dia 31 de agosto, e a Copa das Nações (Nations Cup), com regatas por equipes, de 1º a 5 de setembro.

“Agora temos as regatas classificatórias do mundial por equipes e nossos velejadores estão confiantes e cientes da responsabilidade de vestir a camisa do Brasil nesse evento, então confiamos que darão tudo na água”, complementa Sienra. “Nosso programa de desenvolvimento da Vela Jovem está conseguindo resultados expressivos e aumentando nossa base de atletas jovens, que serão a plataforma de onde se formará o time olímpico do Brasil de cara dos Jogos de 2024”, finaliza.