Novo projeto europeu visa implementar uso de Cannabis na construção de catamarã ecológico

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Você sabia que a fibra da Cannabis está ligada à navegação há muito tempo? A planta já foi muito utilizada na fabricação de cordas, velas e cordames. Produtos e tecnologias novas estão surgindo e voltando ao mercado por causa dos compromissos ambientais e econômicos apresentados pelas Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável. Assim, a Cannabis começa a reaparecer cada vez mais no setor náutico.

O estaleiro croata Marservis, junto com a colaboração da Faculdade de Engenharia Mecânica e Arquitetura Naval de Zegreb, em busca por processos sustentáveis de produção de navios que usam energia renovável, apostaram no uso da planta no  projeto de um eco-catamarã de 16 m de comprimento por 6 m de largura, com capacidade para 52 passageiros, movido por motores elétricos que usam a energia obtida dos painéis solares que cobrem o teto e uma turbina eólica.

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A construção da embarcação será realizada sob infusão a vácuo, o que evita a emissão de substancias nocivas. Com alcance de 10 horas, o barco promete evitar 3,5 toneladas de dióxido de carbono e 150 quilos de partículas poluentes, mal emitirá ruídos no fundo do mar por conta de seus motores elétricos e assim, o será segmentado para o ecoturismo onde poderá navegar em parques naturais, por exemplo.

Luciano Beg, proprietário do estaleiro, aguarda o recebimento do auxílio concedido em uma licitação pública do Fundo Europeu de Investimentos para iniciar a construção do eco-catamarã. Ele estima que o lançamento do mesmo ocorrerá em três anos e enquanto isso, continuará adaptando biocompostos para que materiais, assim como a Cannabis, voltem a estar presentes na indústria náutica.

Por Amanda Ligorio, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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