Plano turístico que pode salvar a Baía de Guanabara começa a sair do papel

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Foto: Reprodução

Considerado um dos cartões postais mais famosos do Rio, a Baía de Guanabara está prestes a receber um plano de desenvolvimento de turismo náutico. O projeto foi desenvolvido pela diretora de planejamento e projetos urbanos do Instituto Niemeyer, Denise Vogel – que apresentou investimentos pontuais de atrativos turísticos para a região.

Com recursos dos Ministérios das Cidades e do Turismo para a Prefeitura do Rio, o programa será apresentado novamente por Denise neste ano em um seminário, pois, segundo ela, existem investidores náuticos que têm interesse em pôr em prática as ideias apresentadas.

No último mês, a Baía foi tema central de um seminário organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), onde foram discutidas questões como segurança pública, saneamento básico, resíduos sólidos, soluções baseadas na natureza, biodiversidade, negócios e estratégias de preservação e desenvolvimento socioeconômico da região.

“Esse plano teve por objetivo identificar a situação atual da Baía de Guanabara em termos de atracadouros, porque a baía de Guanabara por ser um ambiente muito extenso em termos de acidentes físicos geográficos lagunar está dividido em três partes. A primeira parte é que a gente chama de aberta, onde tem mais troca hídrica. A segunda parte a gente considera semiaberta mais ou menos até a Ponte Rio Niterói e a terceira parte de fundeio. O que a gente conhece, mas mesmo assim ainda pouco, é a parte aberta, que é onde tem os trechos com maiores investimentos hoteleiros, em bares e restaurantes, de equipamentos turísticos de um modo geral. Além de ser um trecho onde temos a Marina da Glória que é um importante ponto de embarque para um série de atividades não só particulares como coletivos”, explicou Denise.

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De acordo com diretora do Instituto Niemeyer, o interesse do trabalho é também contemplar as partes mais interioranas da Baía.

“O objetivo do plano foi identificar onde tinham atracadouros e nesses locais, num raio de 500 a 1 000 metros, indicar os pontos de atrativos turísticos para que nós pudéssemos de alguma forma potencializar as atividades políticas da Baía de Guanabara. Porque uma coisa é o lazer contemplativo da baía, outras coisa são os pontos de interesse turístico que nós encontramos ou que podem ser encontrados e potencializados no seu entorno. No segundo momento era definir também pontos de interesse turísticos que não tivessem atracadouros mas que pudessem ser objetos de atracagem, e que pudessem no futuro receber esse tipo de investimento logístico para que ser potencializado uma série de atividades também de interesse turístico, como, por exemplo a Ilha do Sol, que é um ponto muito interessante mas que está abandonada, com muito lixo”.

Em março, um estudo inédito do Movimento Baía viva, concluiu que o descaso com o meio ambiente causa prejuízos bilionários para o Estado do Rio de Janeiro, provocando um rombo de R$ 50 bilhões por ano.

“Os pontos destacados para esse prejuízo são o dinheiro que entraria com o turismo na área; os gastos da sobrecarga no sistema de saúde, que precisa tratar doenças causadas pela exposição às águas sujas e pela falta de saneamento adequado; a falta de mobilidade urbana da produção e dos trabalhadores; o excesso de queima de combustíveis; as doenças da poluição do ar”, afirma Sérgio Ricardo, do Baía Viva.

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