Fábrica da Azimut Yachts no Brasil passará a produzir a linha Atlantis

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O Grupo Azimut-Benetti, com filial produtiva no Brasil, segue em ritmo acelerado tanto em produção quanto em lançamento de novidades ao mercado náutico global. E no Brasil não é diferente. Apesar dos desafios da pandemia, a fábrica brasileira da Azimut Yachts registrou um aumento de 25% no valor de produção em 2020, de acordo com informações da marca. As projeções também são otimistas por meio da confirmação de novos modelos ao Brasil e investimentos em infraestrutura e tecnologia.

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“Todos passamos por um ano desafiador. Porém, em termos de náutica, com as inúmeras restrições de viagens, o turismo interno se fortaleceu e a navegação também. Percebemos um considerável volume de clientes interessados em ingressar na Azimut Yachts e outros interessados em barcos maiores”, explica o diretor geral da Azimut Yachts Francesco Caputo.

Dessa forma, o executivo adianta que já está em estudo a vinda de uma nova coleção da marca para o país, a linha Azimut Atlantis. São embarcações de 34 a 51 pés, opções para quem quer ingressar no universo da marca ou para quem prefere barcos de dimensões mais compactas sem abrir mão da elegância, do  conforto e da exclusividade italiana.

“Seremos a única fábrica mundial a produzir a já famosa linha Azimut Atlantis. Os barcos serão direcionados tanto ao Brasil como aos mais de 70 países que a marca atualmente tem representações. Isso é um demonstrativo da confiança do Grupo e do alto nível de maturidade que atingimos em termos de produção, seguindo a mesma excelência dos modelos produzidos na Itália e os planos traçados pela Azimut desde 2010 ao Brasil”, destaca Caputo.

“Desde o início, reforçamos que viemos ao Brasil para ficar tanto para nos aproximar cada vez mais dos clientes brasileiros como em termos de força industrial, o que gera um ótimo reflexo ao desenvolvimento econômico e à náutica brasileira”, completa.

A expectativa é iniciar a produção da linha Azimut Atlantis ainda este ano de 2021. Com isso, o aumento da produção de barcos deve dobrar nos próximos 3 anos e o número de empregos (que atualmente é em torno de 400 pessoas) terá um acréscimo nesse período de cerca de 50%. Em termos de infraestrutura fabril, o crescimento deve ser por volta de 20. Investimentos em treinamentos tanto para colaboradores quanto a fornecedores também seguem nos planos da empresa.

Com a exclusividade em produção da linha Atlantis, o estaleiro no Brasil também amplia a sua participação internacional. Em 3 anos, o aumento esperado é em torno de 30% em exportações, especialmente aos países da Europa, além de Estados Unidos e Canadá, onde há alta aceitação da gama Azimut Atlantis.

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Tendências náuticas de luxo globais

Reconhecida pela Forbes USA como uma das mulheres mais poderosas da indústria de iates italiana, a vice-presidente do Grupo Azimut-Benetti Giovanna Vitelli adiantou novidades e características que devem se manter em alta nesse setor e que também refletirão no mercado Brasil. Entre elas, destaque para inovação, design e sustentabilidade.

“Acho que o produto está mudando rápido, não só em termos de tecnologia, mas também de design. Todos nós estamos ávidos por inovação e coisas novas, então os vencedores serão aqueles que conseguirem combinar profissionalismo com investimento nas pesquisas de novas necessidades do cliente”, disse Vitelli.

“Essa ideia de olhar para frente e antecipar as necessidades do cliente é ainda mais importante neste mundo moderno que está pedindo mudanças”, destacou.

Em relação ao design dos modelos, o projeto cada vez mais conectado com a natureza sem perder a elegância deve seguir em alta.

“Já existia uma tendência para uma abordagem mais natural dos barcos com o mar. Se perceber os nossos barcos dos últimos três anos, com certeza temos liderado neste sentido, com mais luz, grandes vidraças criando uma ligação entre o interior e o exterior, lindos clubes de praia que permitem desfrutar realmente do mar, etc. Essas tendências aumentaram no último ano, conforme as pessoas percebem que há uma maneira de tornar o iatismo mais natural, mas ainda assim glamoroso. É tudo uma questão de conexão com o mar”, disse à Forbes USA.

Por meio do Centro de Pesquisas e Tecnologia na Itália, o Grupo Azimut-Benetti também é pioneiro em soluções no setor de fabricação náutica ligado à sustentabilidade.

“Já começamos a ver os primeiros resultados reais de nossas ambições de sustentabilidade. Se compararmos os produtos de hoje com os barcos das gerações anteriores, em média consumimos entre 25% e 30% menos de energia. Isso porque investimos muito no uso de fibra de carbono para criar materiais mais leves, bem como, investimos na forma e nos sistemas de propulsão para tornar esses iates mais eficientes”, complementou.

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