Conheça o artesão por trás das maquetes dos principais estaleiros do Brasil

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O artesão Carlos Eduardo Mariano, do Atelier Naval, constrói maquetes para alguns dos principais estaleiros do Brasil. Suas peças beiram à perfeição

Ele já fez mais barcos que muitos estaleiros. E suas criações são tão perfeitas que frequentemente seu Ateliê Naval recebe encomendas de construtores de peso, como Intermarine, Azimut Yachts, Sessa Marine, Sedna, Carbrasmar, Riostar e Ventura, para os quais já construiu modelos de embarcações em escala 1:20 (o que significa que o 1 centímetro de uma régua escolar equivale a 200 centímetros, ou 2 metros, do modelo real).

Com vocês Carlos Eduardo Mariano, o artesão paulista que constrói maquetes com base em projetos reais para alguns dos principais estaleiros do Brasil. Você já deve ter se deparado com algumas de suas obras nos salões náuticos do Rio, São Paulo e Miami, onde são admiradas como obras de arte.

Radicado em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, Mariano constrói com as próprias mãos inacreditáveis lanchas, veleiros e iates em tamanho reduzido. Cada peça demora cerca de três meses para ficar pronta e pode custar até R$ 10 mil, dependendo do grau de complexidade.

“O modelo deve ser o reflexo do objeto real com as mesmas formas texturas e cores”, salienta o artesão, que começou a construir maquetes como simples passatempo, há 25 anos, quando deixou o emprego de ferramenteiro em uma indústria automobilística. Pouco tempo depois, o hobby virou profissão.

O trabalho minucioso e impecável, fruto de muito estudo, engenho, dedicação e arte, logo chamou atenção de estaleiros, colecionadores e escritórios de arquitetura naval, como o do projetista Fernando de Almeida, que vêm a possibilidade de dar vida a seus projetos antes de fabricá-los de fato.

“Meu primeiro trabalho profissional, em 2003, foi para a RioStar, junto com o projetista Fernando de Almeida”, recorda Mariano, que rejeita o título de miniaturista. “Sou um construtor de barcos pequenos”, diz, explicando a diferença entre os dois ofícios.

Na sequência, o artesão náutico fez maquetes de catamarãs para a Proboat, que tiveram grande repercussão nos boats shows e atraiu novos clientes para o seu o Atelier Naval Maquetes de Barcos (ou simplesmente @atelier_naval, como é conhecido no Instagram) e impulsionou a empresa para novos patamares.

O legal é que ele faz também projetos para os donos dos barcos. Como o tetracampeão Zagallo, que encomendou a maquete da lancha Real 330 Zagallo Edition, e o advogado paraense Michel Viana, que comprou uma maquete de sua Intermarine 54,5 e a expôs como uma obra de arte na sala de sua casa.

Tudo somado, Mariano calcula que já tenha construído entre 150 e 200 maquetes. Os modelos podem ser executados tanto de forma tradicional ou com uso das últimas tecnologias, como plataforma gráfica CAD, software Rhinoceros e impressão 3D.

O casco, o convés, a superestrutura e a maioria das peças são feitas com resina de poliuretano pelo processo de usinagem CNC ou Impressão 3D. Alguns detalhes, como janelas e pisos, são cortados a laser. As ferragens são de latão ou aço inoxidável e posteriormente cromadas.

Nos últimos anos o uso de maquetes vem aumentando em salões náuticos. Segundo Mariano, isso acontece por ser a melhor forma de mostrar o produto ao mercado, permitindo a visualização clara dos contornos e detalhes, além de despertar a atenção do público.

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