Arquiteto propõe criação de nova rede de marinas ao longo do litoral catarinense

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Foto: Reprodução

Criar uma rede de abrigos náuticos ao longo do litoral catarinense é uma oportunidade capaz de alavancar grandes negócios para os municípios desta região do estado, incluindo os da foz do rio Itajaí. Essa é a sugestão do arquiteto e Urbanista Dalmo Vieira Filho, 65 anos.

A ideia, além de aquecer a economia, é garantir mais segurança também aos navegadores.“Essa fórmula já é sucesso em países do exterior”, afirma Dalmo, que começa a apresentar a proposta tanto para a iniciativa privada quanto para setores públicos. E Santa Catarina, garante, tem potencial para fazer bonito.

O projeto, defende o arquiteto, tem potencial de aumentar a segurança da navegação, diminuir as distâncias de escalas e fomentar os setores relacionados, qualificando os serviços e gerando lucros para setores ligados à economia náutica.

Também ganham, com o aumento da navegação de lazer, setores como hotéis, restaurantes, lojas de artigos náuticos, fábricas de embarcações, apetrechos de pesca, entre outros, aponta Dalmo, que é velejador e um dos idealizadores do famoso Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul.

Pela proposta de Dalmo, pelo menos quatro novos espaços privados para recepção de embarcações seriam criados. Essas marinas que abrigariam navegantes viajantes ficariam em São Francisco do Sul, Penha, Porto Belo e Florianópolis.

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Em Penha, a sugestão é que a marina fique na praia Alegre, usando as instalações da antiga fábrica Krause, local, segundo Dalmo, adequado para atracadouros e pontos para guardar embarcações no seco e na água. Ele ainda lembra das proximidades com o aeroporto de Navegantes e a BR-101. O projeto também prevê abrigos para embarcações. Poitas e estruturas com rádios e segurança seriam montadas em áreas costeiras e seguras em Penha, Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas.

Esses abrigos para navegadores, em locais nobres da costa, garantiriam mais conforto e segurança e aumentariam o potencial da oferta de serviços nas comunidades locais.
Ainda em Penha, Dalmo cita como exemplo a praia de Armação do Itapocoróy, que apresenta um dos maiores núcleos pesqueiros do litoral brasileiro e tem ótimas condições de recepção náutica.

A instalação dos novos abrigos, argumenta, encurtaria distâncias e proporcionaria rápido socorro em casos de emergência.

Dalmo busca agora firmar acordos entre empreendedores, o governo do estado, municípios, colônias de pescadores, marinas e iates clubes existentes. “A largada para um programa dessa monta só pode ser dada pela iniciativa privada e o custo é irrisório”, afirma o arquiteto.

Ele conta que já apresentou o projeto para uma comunidade pesqueira em Florianópolis e a ideia foi bem recebida. Ainda de acordo com Dalmo, a companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc) chegou a sinalizar aporte para viabilizar o projeto, mas isso acabou ainda não se concretizando.

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