Aos 9 anos, Erik Scheidt dá os primeiros passos (e vitoriosos!) na vela

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Como era de se esperar, o pequeno Erik Scheidt, de 9 anos, já está às voltas com o mundo da vela. Também como era natural, já está fazendo história. Filho dos medalhistas olímpicos Robert Scheidt e Gintare Volungeviciute (ela foi prata na classe Laser Radial em Pequim 2008, levando a bandeira da Lituânia para o pódio), o garoto conquistou duas competições importantes no Brasil na virada do ano, ambas pela classe Optimist, que como se sabe é a porta de entrada para o esporte, na qual as crianças podem começar a partir dos 7 ou 8 anos e seguem até completarem 15 anos.

Em dezembro de 2018, Erik ficou com a medalha de ouro no Campeonato Paulista de Estreantes. Já em janeiro deste ano, foi a vez da Copa de Estreantes, disputada durante o 47° Campeonato Brasileiro de Optimist, no Canal de São Sebastião, em Ilhabela. “Foi legal velejar nesse lugar bonito com os amigos. Uns dias foram mais difíceis que os outros, mas o que eu mais gostei foi de ficar com os amigos. Agora não sou mais estreante e vou ter que treinar mais lá na Itália”, disse o garoto prodígio, que tem dupla nacionalidade (brasileira e lituana), mora (com os pais, naturalmente) na cidade italiana de Torbole e, desde abril do ano passado, veleja três vezes por semana no Lago de Garda pelo Circolo Vela Torbole, onde é treinado pela velejadora Réka Karé e por sua própria mãe, Gintare Volungeviciute.

Nosso cinco vezes medalhista olímpico acompanha com entusiasmo os primeiros passos do filho no esporte. Mas tenta não pressionar o garoto. “Ficamos muitos orgulhosos com esses resultados, e pela paixão dele pela vela. Mas, para nós, o mais importante é que o Erik estivesse praticando um esporte, seja qual esporte fosse. Felizmente, ele se identificou com a vela, que é uma atividade praticada ao ar livre, em contato com os elementos da natureza, em que interage com outras crianças e se diverte. Aos 9 anos, a vela tem de ser, acima de tudo, uma fonte de diversão e prazer”, defende.

“Nessa idade, a vela tem de ser, acima de tudo, uma fonte de diversão e prazer”, defende Robert Scheidt

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Tudo bem, ainda não é o momento de fazer planos. O mais importante desta vinda do Erik para o Brasil — velejando pela Escola de Vela de Ilhabela, que gentilmente emprestou um barco para ele — foi a possibilidade de conhecer os velejadores da classe Optimist de todo o país.

Os resultados em nossas águas, porém, foram bem animadores. Erik venceu, repita-se, as duas competições das quais participou: o campeonato Paulista e o Brasileiro de estreantes. Além disso, como destacou o próprio Robert, ele está aprendendo um pouco mais a cada dia, seja de tática de largada, seja de regulagem do barco, e essa evolução e os resultados vão motivando-o cada vez mais.

O sucesso precoce — é inevitável — leva a comparações. Será que já podemos sonhar com um herdeiro à altura do papai e da mamãe? “Ainda é muito cedo para pensar nisso. Vamos deixar as coisas fluírem”, tenta desconversar Robert. Para emendar em seguida: “O que ele puxou do pai foi a falta de paciência para ventos fracos. Ao mesmo tempo, não tem medo de ventos fortes, o que é muito bom. Acho que o Erik veleja hoje muito melhor do que eu e a Gintare velejávamos na idade dele!”. Outro trunfo do menino é a determinação. “Ele acorda, pega as coisas dele e, sem falar nada, vem treinar e está feliz em fazer tudo novamente no dia seguinte”, conta Robert. Trocando em miúdos, as conquistas no Brasil não foram sorte de principiante.

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