Marinha chinesa adiciona 200 ancoradouros ao porto de Sai Kung

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HONG KONG

O Departamento da Marinha de Hong Kong, na China, traçou um plano, em novembro de 2020, para adicionar 200 ancoradouros privados na área de Sai Kung, perto da vila de Tso Wo Hang.

O presidente da Hong Kong Boating Industry Association (HKBIA), Lawrence Chow, diz que a organização tem procurado por melhores instalações de navegação para embarcações de lazer e sugerido novas propostas ao Departamento da Marinha de Hong Kong. Ele conta, ainda, que recuperar a área pode ser um grande incentivo para, finalmente, propor mais amarrações aos proprietários.

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Essa medida foi reconhecida como necessária devido à conhecida escassez de espaços de atracação em Hong Kong para iates e embarcações de recreio. O único desenvolvimento de marina conhecido na cidade foi o Lantau Yacht Club, que não possui nem 5 anos de atividade.

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Em Hong Kong, existem mais de 10 mil embarcações de lazer privadas, sendo que os iates a motor representam 49% desse total. Os veleiros representam cerca de 31% desse número, e os 20% restantes são embarcações de popa. O número de ancoradouros atual não passa de 4 mil, de acordo com a HKBIA, e 1 900 deles são públicos.

Quando questionada sobre as propostas para amenizar a diferença entre esses números, o Departamento da Marinha explica que, de acordo com seus cálculos, há espaço de atracação e ancoragem suficiente para a frota de embarcações de recreio de Hong Kong, incluindo a área de Abrigo de Tufões Hei Ling Chau.

Lawrence Chow, por outro lado, invalida esse argumento ao explicar que o Abrigo é essencialmente inutilizável para embarcações de lazer, pois carece de acesso e instalações adequadas.

“Com o programa Lantau Amanhã, que terá Hei Ling Chau preenchido, o Departamento da Marinha não terá mais os espaços extras de amarração em seu livro. Portanto, o HKBIA está tentando criar um ‘trampolim para a discussão’ sobre onde algumas novas amarrações podem ser criadas, considerando que sejam acessíveis e práticas para os velejadores”, explicou o presidente.

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Para estudar a aplicação desse projeto, a HKBIA e o Conselho Distrital de Hong Kong se reuniram para uma série de propostas relacionadas às novas marinas e portos da cidade.

Paul Zimmerman, membro do Conselho, argumentou que as instalações precárias para embarcações de lazer prejudicam tanto os pequenos proprietários de barcos locais, quanto os proprietários de iates, já que eles teriam que escalar grades ou atravessar águas turvas para chegar às suas embarcações.

Ele também destacou a importância econômica de um bom projeto de orla e marinas, dizendo que mais de 60% dos empregos no Distrito Sul, que cobre a metade sul da Ilha de Hong Kong, de Pokfulam a Shek O, estão no Porto de Aberdeen.

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Dentre as outras pautas discutidas pela parceria entre as duas instituições, também estão algumas áreas que já estão ocupadas, as possibilidades regionais de instalação dos ancoradouros, o design urbano para o acesso desses locais, a segurança das embarcações de recreio, a incidência dos tufões, a adequação das instalações, e assim por diante.

Além de sanar todas essas problemáticas, ainda é necessário descobrir uma forma de lidar com as normas de manutenção das amarrações privadas — há pouco tempo, o Departamento da Marinha emitiu a decisão que exige que, depois de 6 anos com a posse de uma amarração, é necessário requerê-la novamente ou abandoná-la.

Chow explica que este novo sistema foi colocado em prática para impedir as pessoas de acumular ou sublocar amarrações existentes, conforme destacado no relatório do Ombudsman em março de 2019.

A construção das novas amarrações ainda não foi iniciada.

Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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