7º Rally dos Mares, entre Salvador e Ilhéus, bate novo recorde com participação de 180 jets

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A sétima edição do Rally dos Mares, realizada entre 2 e 6 de fevereiro, reuniu 180 competidores entre Salvador e Ilhéus, batendo novo recorde com 50 participações a mais que no ano passado. A competição foi acompanhada de perto por três oficiais da Marinha, que participaram do percurso de 435 quilômetros, quase todo em mar aberto, para garantir a segurança.

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Tinha gente de Alagoas, de Brasília, do Espírito Santo, de Goiânia, da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e até de fora do país (o francês Olivier J. Alain Joseph), além da Bahia, claro, em uma formidável mistura.

Um grupo de mulheres vindas de São Paulo estreou na flotilha, e adorou a experiência, apesar de o tempo ruim ter predominado ao longo dos seis dias de prova, com muitas ondas, ventos e correnteza pelo caminho. “O mar aqui é bem diferente do litoral paulista. Mas, mesmo assim, foi uma delícia”, disse a engenheira Patrícia Theodoro.

Como explicar o milagre da multiplicação da flotilha, que cresce a cada ano em proporção geométrica? “É que a cada ano vamos incrementando e melhorando a estrutura e a segurança. Temos até jet para alugar para quem vem de longe, caso precise, além de tudo incluído na taxa de inscrição, desde alimentos e bebidas até hotel e combustível”, conta Orlando Sousa Oliveira Jr., diretor de marketing e eventos e um dos organizadores do rali.

Todo mundo que participa da festa gosta tanto que não apenas confirma uma repetição para a edição seguinte como faz questão de convidar novos amigos e trazer os filhos, quando estes completam 18 anos. Este ano, nada menos que nove jovens pilotos seguiram a trilha do pai. “Quando fomos ver, já eram quase duas centenas de ralizeiros”, diverte-se Orlando. O número inicial era de 195 pilotos, mas, após o teste swab, 15 deles ficaram de fora por estarem infectados (assintomáticos) pelo coronavírus.

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Outro fator que pesa para que o número de amadores seja tão expressivo é o caráter familiar que a prova adquiriu. “Já estou no meu quarto Rally dos Mares”, contabiliza Geraldo Greco, que pelo segundo ano teve a companhia do filho, o estudante Geraldo Greco Filho. “É gratificante participar de um evento grande como esse. Ano que vem, estaremos aqui de novo”, planeja ele, movido pelo prazer de praticar esporte e, ao mesmo tempo, pelo desafio de chegar ao fim da prova.

A competição também se mantém fiel ao seu primeiro objetivo, que é o de promover a confraternização entre os participantes e servir de incentivo para quem está se iniciando no esporte.

Os integrantes da flotilha são divididos em equipes, cada uma tendo à frente um diretor com mais de 300 horas de experiência de navegação em mar aberto. Durante o percurso, os jets devem manter uma distância de 20 metros uns dos outros, para evitar colisões. E a cada 90 minutos de navegação há um intervalo para hidratação dos pilotos. O importante é alcançar o destino final a cada dia, e não chegar na frente, aflorando assim o espírito de companheirismo.

O segundo dia do Rally é sempre reservado a uma prova velocidade (o “arranque”), com os pilotos separados por categorias. Cada campeão ganha uma medalha, enquanto os pilotos do jet mais rápido recebem o cinturão de Reis dos Mares — neste ano, a dupla Olívio Neto e Adilsom Cruz.

A cada etapa completada os pilotos são recebidos com festas ou sunsets (celebrações realizadas nos fins de tarde), com muita cerveja, refeições temáticas, DJs e bandas. Quem chega ao fim da prova na frente (em sua respectiva categoria) recebe um troféu de campeão, que este ano ficou com Matheus Esquivel (categoria 130 hp), Adalberto Alves (155 hp), Kiko Lions (230 hp), Felipe Ribeiro (Svho), Piter das Virgens e Leo Ekipar (330 hp).

Mas a maior parte dos “rallyzeiros” não está interessada em conquistar o primeiro lugar nem subir ao pódio. Chegar em Ilhéus inteiro, superando os próprios limites e vencendo seus desafios, já é uma vitória. Mais que um evento esportivo, o Rally dos Mares é uma celebração.

O Rally dos Mares começou em 2015, com sete proprietários de jets e um misto de competição (uma dura prova de resistência) com festa entre amigos que cruza toda a Costa do Cacau e do Dendê, entre Salvador e Ilhéus, um dos mais belos trechos do litoral brasileiro.

Fotos: Monik Garcia de Oliveira e Thiago da Silva Pereira

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